segunda-feira, 14 de abril de 2014

DA MINHA JANELA EU VEJO A LUZ

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domingo, 13 de abril de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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HMS "Beagle"
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O navio em que Charles Darwin deu a volta ao mundo foi lançado à água em 1822 e tinha 27,5 m de comprimento, 7,5 m de boca, 3,8 m de calado, 242 toneladas (na viagem de Darwin) e 10 canhões.
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ORA TOMA !

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Sabia que Darwin, de quem não me canso de falar, publicou um livro intitulado “The Expression of Emotions in Man and Animals” (1872), em que defendia serem muitas expressões faciais universais, ou seja, traduzindo o mesmo estado psicológico em todo lado, qualquer que seja a raça, a cultura, a latitude, a longitude e por aí fora?
É verdade: publicou mesmo e a obra tem sido motivo de polémica. E sabe porquê? Porque a ser como Darwin teorizava, isso significa que os homens (humanos para o Dr. Soares) têm todos a mesma origem e há quem ache serem os brancos descendentes de um antepassado mais evoluído que o antepassado dos negros.
Têm sido feitos estudos em circunstâncias, locais, culturas e raças diferentes e os resultados, embora não para todas as emoções, são coincidentes para muitas delas. Isto é, o esquimó, o índio brasileiro ou americano, o tibetano, o chinês, ou o aborígene australiano fazem a mesma cara quando vêem e ouvem o Zezito, o Dr. Soares, o Tozé, o Passos Coelho, o Relvas ou o Alberto João. Não é a mesma cara para todos, mas é a mesma cara para cada um―sempre a mesma; não falha!
O que Darwin não previu, consegui eu constatar. Embora a cara possa ser diferente para cada uma das personalidades citadas, como referi e muito bem, há gestos que são comuns com todos. Por exemplo, abotoar o bolso onde têm a carteira os indígenas referidos, ou bater energicamente com o punho direito fechado na área de flexão do cotovelo esquerdo, também chamada sangradouro, ao mesmo tempo que flectem este, também com o punho desse lado fechado (o que os espanhóis chamam de corta mangas).
Publicarei brevemente uma edição corrigida e aumentada do livro de Darwin, de que darei conhecimento aos meus abençoados leitores, que merecem. 
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LAGOS

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(13-04-2013)
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PORQUE SE TEM UM DRAGÃO DA INDONÉSIA NO 3º DIREITO

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Em 1984, o psiquiatra Aaron Katcher e o seu staff colocaram um aquário na sala de espera de uma clínica dentária, retirando-o em dias alternados. Depois, estudaram o comportamento das pessoas durante as intervenções terapêuticas e constataram que suportavam muito melhor o stress dos tratamentos nos dias em que o aquário estava presente. Katcher concluiu que a presença dos peixes tinha efeito calmante na amostra estudada. Também Judith Heerwagen, em 1990, verificou o mesmo efeito com um mural da natureza noutra sala de espera de dentistas. Há mais experiências feitas com vídeos em salas de dadores de sangue e rebabá e os resultados são sobreponíveis. Serve a conversa para dizer que a natureza e o natural têm impacto psicológico no Homo sapiens.
Chegados aqui, perguntar-se-á: o que é natureza, o que é natural? E a porca torce o rabo. Natureza e natural era o mundo antes do homem começar a alterá-lo? Porquê tal ideia? Todos os seres vivos alteram o mundo e só as alterações antropogénicas são anti-naturais, ou anti-natureza? É burrice tal ideia!
Natureza e natural é todo o mundo material. É verdade! Incluindo o bosque em frente da sua casa, o mar da Costa de Caparica, a bosta fresca de vaca a libertar metano, o ar cheio de gases dos escapes dos automóveis de Pequim, os vazadouros de lixo de Nova-Delhi e a água de Fukushima contaminada com produtos radioactivos. Assim pensa o poeta e ambientalista americano Gary Snyder e penso eu também, dado importante.
O que faz sentirmo-nos bem com a visão de peixes e outros animais, como referido nas experiências citadas no início, é a nossa relação genética com a vida (vida biológica para ser preciso, embora  redundante), a que o psicólogo social alemão Erich Fromm chamou bibliofilia. A noção implica ligação e atracção genética por seres vivos que existiram e evoluíram muito antes de nós e estão ainda incluídos parcialmente no nosso genoma. É o lugar comum do regresso inconsciente às origens que nos faz gostar e sentirmo-nos bem com a visão do peixinho vermelho da sala, do periquito, do gato, do cágado e do dragão da Indonésia na marquise. Tal e qual!
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O HERBÍVORO

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(13-04-2013)
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PROFESSORES DE PÉ DESCALÇO

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Durão Barroso, falando na sede da “CAIS”, disse lamentar que não tenha sido possível conciliar a democratização do ensino com a exigência e a qualidade, recordando que, antes do 25 de Abril de 1974, apesar de algumas liberdades cortadas, havia na escola uma cultura de mérito, exigência, rigor, disciplina e trabalho.
O director da “Escola Camões” não gostou de ouvir e sublinhou ter havido grandes avanços na Educação em Portugal nestes últimos 40 anos, com as escolas a terem de dar resposta às necessidades de toda a população, e recordou as taxas de analfabetismo de então e as actuais.
Barroso está certo e o director também. Houve, na realidade, aumento substancial e muito louvável da escolaridade, mas isso não deve servir para tolerar o abastardamento da qualidade do ensino, e este é um facto. Se isso era inevitável no princípio da mudança, não percamos de vista a diferença na qualidade que havia e há agora. Tal como na assistência médica da China, após a revolução, foi necessário recorrer temporariamente aos médicos “de pé descalço”, em Portugal urge acabar agora com os “professores de pé descalço”. Assistimos frequentemente a disputas entre o Ministério da Educação e os docentes em que o pé destes não foge para a chinela porque nem sequer há chinela, ou seja, não há chinela nenhuma.  
Por outro lado, personalidades como esse génio chamado Ana Benavente encarregaram-se de enformar o ensino da forma mais tosca, primária e demagógica, para dizer o mínimo sobre o que se passa nas salas de aula do ensino contemporâneo. E pelos socialistas não vai nada? TUDO! Hip, Hip… Urrah!!!
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PAISAGEM URBANA

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(12-04-2013)
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A BOFETADA

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Vai para três semanas, José Rodrigues dos Santos entrevistou, julgo que pela primeira vez, José Sócrates no programa semanal que este mantém na RTP (e que os contribuintes que nunca vêem aquilo pagam). De acordo com o que li (pertenço ao grupo de contribuintes que ignoram, e financiam, aquilo), Rodrigues dos Santos, sendo um jornalista e não um serviçal prestável, aproveitou a oportunidade para questionar o Eng. Sócrates acerca da "reestruturação" da dívida, que em 2011 este achava trágica e agora acha fundamental.
Como acontece sempre que o contrariam, e sobretudo sempre que é contrariado por si próprio, o Eng. Sócrates não apreciou o desplante. Durante o programa, mostrou-se desnorteado. Depois do programa, mandou os seus súbditos na imprensa e nas "redes sociais" denunciarem a falta de ética de Rodrigues dos Santos, e se entendermos por "ética" a subserviência de tantos portugueses a certos poderosos, o argumento não era descabido. Rodrigues dos Santos, normalmente educado, respondeu através do Facebook. A coisa passou.
No último domingo, repetiu-se o encontro e, desta vez, foi o Eng. Sócrates a aproveitá-lo para acusar Rodrigues dos Santos de ser o advogado do diabo, de carecer de inteligência e de papaguear (cito) ideias de outros. Rodrigues dos Santos deixou-o falar e, no fim, apenas acrescentou o seguinte: "Registo o insulto, mas não vou responder." Se eu tivesse visto o momento em "directo", teria ouvido a bofetada ecoar no país profundo. Já o país superficial, leia-se novamente o da opinião publicada e das "redes sociais", preferiu destacar a lição do grande estadista ao aprendiz de jornalismo, enfim reduzido à sua insignificância pela sofisticada verve do popular "engenheiro". [...]
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Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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sábado, 12 de abril de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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"Vigilant"
(1812)
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SOMOS DA ANEDOTA AZUL

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Já aqui falei em tempos na hipótese de sermos todos  “cérebros numa tina”, o equivalente a termos vida virtual, como se o nosso cérebro estivesse mergulhado numa tina com líquido nutriente e ligado a um computador que nos enviasse impulsos eléctricos semelhantes aos provenientes dos órgãos dos sentidos, alimentando a ilusão de sermos aquilo que pensamos ser e vivermos a vida que pensamos viver. É uma visão muito do agrado de gente jovem, criativa e com imaginação.
Mas as coisas podem ir mais longe, ou seja, o universo―todo ele, não apenas nós―seria uma gigantesca simulação, sendo o homem (ou os humanos, como diria o Dr. Soares) apenas parte dessa simulação a interagir com o conjunto destituído de consciência.
Esquecendo os aspectos filosóficos deste ponto de vista―colossais, como se compreende―a teoria pode explicar a incapacidade de descobrir vida alienígena, que muito provavelmente há, dada a existência quase segura de planetas no universo com condições semelhantes à Terra. Esses alienígenas farão parte de outra simulação, como o cidadão todo vestido de amarelo que entra na sala onde todos estavam de verde e pede desculpa por entrar pois faz parte de outra anedota. Os alienígenas não serão personagens deste programa.
Curiosamente, o programa terá os seus bugs ocasionais, como aconteceu com o neutrino que, em 2011, no CERN de Genebra, excedeu a velocidade da luz. Foi um erro do programa, rapidamente reparado. A anomalia registada pelos físicos ficou sem cabal explicação se excluirmos a hipótese de que somos todos cérebros numa tina.
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PORTA 6

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(12-02-2012
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É A ÉTICA REPUBLICANA, ESTÚPIDOS !

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Vasco Lourenço não vai ao Parlamento no dia em que se celebram os 40 anos do 25 de Abril. Mário Soares também não. Provavelmente, Manuel Alegre também não e por aí fora. Não gostam da maioria que lá está? Eu também não; e também não gosto da minoria: são feitios. Mas uma e outra―maioria e minoria―foram eleitas de acordo com as normas que pretendiam Vasco Lourenço, Mário Soares e Manuel Alegre. Não é bonito vir agora dizer: assim não brinco.
A democracia tem destas coisas: de vez em quando, é preciso gramar alguém de quem não se gosta. Vasco Lourenço, Mário Soares e Manuel Alegre não podem querer só maiorias de que gostam. Se não apreciam esta, não fazem birras: convencem os eleitores da superioridade das que gostam e não consentem que nulidades como o Zezito façam demonstrações de como se arruína um país de repente. Vasco Lourenço e Mário Soares devem privar a inteligência e a razão, ser coerentes e, sobretudo, escolher um discurso mais contido e conforme com a “ética republicana”, tão decantada por eles.
É a vida!
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LAGOS

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(12-04-2013)
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UM JANOTA CHAMADO PUTIN

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Há cerca de seis anos, o então Presidente polaco, Lech Kaczynski, afirmou publicamente que, se a agressão russa na Geórgia não fosse impedida, ela iria estender-se também à Ucrânia, aos países Bálticos e, possivelmente, à Polónia. Menos de dois anos depois, em 10 de Abril de 2010, Kaczynski morreu num acidente aéreo na Rússia, quando o avião em que viajava, um Tupolev 154-M, se despenhou na proximidade do aeroporto de Smolensk, matando 95 pessoas, incluindo o topo da hierarquia política e militar da Polónia. A comitiva deslocava-se à Rússia para homenagear as 22.000 vítimas polacas de um massacre soviético.
As caixas negras do avião, computadores dos passageiros, documentos, cartas, telemóveis e os códigos secretos da Nato que estavam a bordo desapareceram em 24 horas, levados pelos russos. O acidente foi oficialmente atribuído a erro dos pilotos, forçados a aterrar no meio do nevoeiro pelo falecido Presidente e pelo comandante da Força Aérea, que estaria embriagado.
Calcula-se em cerca de 60.000 o número de destroços encontrados e colectados no local do acidente. Para ter uma ideia do que isto significa, dir-se-á que do avião da TWA que explodiu perto de Nova Iorque em 1966 foram recolhidos 11.000 fragmentos, o que permitiu reconstruir 95% da aeronave. Segundo muitos especialistas, 60.000 fragmentos só são compatíveis com uma explosão a bordo.
Assiste-se a uma disputa complicada entre os que têm do senhor Putin―o tal do “povo geneticamente vencedor”―uma ideia mais que sinistra, e os que dizem tratar-se de conspirações políticas para o tramar. O senhor Putin foi coronel da KGB, coisa que não abrilhanta muito o currículo e, por outro lado, a profecia do Presidente Lech Kaczynski, sobre a ameaça à Ucrânia, começa a revelar-se correcta. Estamos nas mãos boa gente―sem dúvida.
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sexta-feira, 11 de abril de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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"Madison" e "Shamlock"
(1812)
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PORTA 38

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DITOS

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Nunca ninguém teve uma ideia vestido com fato e gravata.

Sir Frederick G. Banting

CASCAIS

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(2012)
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O ADN E A PIROSEIRA

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As ciências biomédicas e a biotecnologia estão hoje na ordem do dia, com tiques ptolomaicos de explicação, manipulação e transformação da nossa vida. A teoria da evolução explicou a origem do homem, a genómica procura compreender a diferença e a semelhança entre nós, a genética e a terapêutica com células estaminais prometem a cura e a prevenção das doenças e a melhoria de corpos e mentes e as neurociências tentam prever os comportamentos, explicar a consciência e estudar as diferenças entre os sexos. Bestial!
Os geneticistas comportamentais sabem, ou julgam saber, quais os genes responsáveis por quase tudo, desde a orientação sexual à passividade feminina, à violência dos homens, às intenções de voto dos eleitores, ao respeito pela monarquia ou pela “ética” republicana, à fidelidade  ao Sporting, ao apoio a Jorge de Jesus e por aí fora. Os apoiantes do actual Governo de Portugal, por exemplo, devem ter sofrido mutação genética gravíssima, com prognóstico grave porque transmitido às futuras gerações.
E os especialistas das neurociências não ficam atrás ao pretender que com umas tantas ressonâncias magnéticas e uns EEG conseguem identificar potenciais psicopatas, criminosos e terroristas, mesmo antes deles terem praticado qualquer crime.
A conversa dos genes entrou no uso corrente, sobretudo nos media de média-tigela, no marketing e na política, onde são metáfora diária. As linhas do BMW respeitam os genes da empresa, os russos são um povo vencedor porque, segundo o senhor Putin, isso está nos cromossomas deles, no seu código genético, na timina, na guanina, na citosina, na adenina e rebabá.  Não há nada mais pífio do que o uso de metáforas científicas por pessoas que não fazem ideia do que estão a falar!
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quinta-feira, 10 de abril de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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CERIMÓNIA DE INVESTIDURA DO REI DA HOLANDA

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(Especialmente dedicada ao Dr. Soares)
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QUANDO A NATUREZA PINTA

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SÃO FÉS !

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O inefável Jerónimo de Sousa diz hoje no DN que a "Revolução de Abril foi uma revolução inacabada". Foi a nossa sorte. Se, em 25 de Novembro de 75, Eanes, Jaime Neves e mais uns tantos militares lúcidos e corajosos não têm acabado com a rebaldaria comunista em Portugal, seríamos hoje um "Museu da História do Comunismo", igual à Coreia do Norte e a Cuba, com a penúria e a pelintrice justa e igualmente distribuída pelo povão, que pelos dirigentes não.
Jerónimo nem sequer é comunista pela mesma razão que eu sou do Benfica. Jerónimo tem fé. Acredita sem ver e fez da militância comunista uma vocação e uma carreira. Mostra com orgulho o jornal "Avante", onde figura na primeira página ao lado de Cunhal, e deve ter a casa cheia de relíquias e "santinhos" semelhantes, o que é respeitável, mas não dá direito a impingir o anacronismo chamado comunismo aos portugueses, como tentaram fazer ao apropriar-se do 25 barra quatro. Ao contrário dos frades franciscanos que não obrigam ninguém ao hábito, à corda à cintura, às sandálias e aos hábitos frugais, embora quem tenha fé possa fazê-lo, os comunistas impõem a fé ao cidadão, seja crente ou não.
Os PCP iniciou a derrocada da economia portuguesa com o PREC, qual sismo de cujo tsunami ainda hoje temos ondas, mas ninguém fala nisso; como não se faladiga-se em abono da verdadena desgraça que foram todos os governos constitucionais, com particular relevo para os liderados por socialistas, em particular por essa nulidade intelectual chamada Zezito. A memória nacional é curta. Muito curta!
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'CANYON' ANTELOPE

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Canyon é um vale profundo e estreito, entre paredes rochosas, normalmente escavado pela água. Há muitos canyons famosos no mundo e aqui vemos um deles, numa magnífica imagem  do espaço celeste feita pelo fotógrafo Sergio Garcia Rill a partir do interior do Canyon Antelope, na Nação Navajo, Estados Unidos.
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OLHOS CASTANHOS DE ENCANTOS TAMANHOS

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Os olhos do camarão louva-a-deus têm 12 receptores para cores, em contraste com os nossos, só com três—para o vermelho, o azul e o verde. Os cães vêem só o azul e o verde. Mesmo assim, o camarão distingue pior as cores que nós e os cães. É um nabo!
Contudo, consegue ver radiações que não vemos, como os ultravioletas e a radiação polarizada. Sobretudo, tem uns olhos de fazer inveja a uma estrela de Hollywood! Eh, eh, eh...
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COLMEIAS


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quarta-feira, 9 de abril de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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"Raja Laut"

Escuna de turismo construída em 2006, tem 31 m de comprimento, 7,2 m de boca e desloca 150 toneladas.
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PORTA 10

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DITOS

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Tudo no mundo pode ser suportado, excepto a prosperidade que não acaba.


Johann Wolfgang von Goethe 

UM BELO VÍDEO

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Clique na imagem para ver
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CAÇA PINÓQUIOS

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Apanhar um mentirosos não é mais fácil que apanhar um coxo, como se diz—em muitos casos é bastante mais complicado. Classicamente, procura-se detectar sinais de agitação ou nervosismo, alterações fisiológicas, como o aumento da frequência cardíaca, da tensão arterial, da frequência do pestanejar, da exuberância de gestos e coisas assim. É mau sistema, dizem os peritos e os profissionais da polícia.
Há quem controle muito bem esses sinais e quem consiga mentir a si mesmo antes de mentir aos outros; e, inversamente, há quem esteja a falar verdade e se enerve com os interrogatórios. O que é preciso, dizem os modernos psicólogos, é detectar sinais de concentração mental exagerada enquanto o mentiroso fala—vou tentar explicar o que li na revista "The Week".
Mentir bem é uma actividade cognitivamente exigente porque é preciso fazer desaparecer a verdade e construir a falsidade, que não pode contradizer o que o interrogador sabe, ou pode vir a saber. Por outro lado, é preciso fixar os pormenores da história para a eventualidade do interrogatório se repetir, feito pela mesma pessoa, ou por outra. Tal exigência diminui a capacidade para executar outras actividades simultâneas. O mentiroso como deve ser não aceita bebidas, cigarros, ou rebuçados durante o interrogatório.
O pestanejar, tal como o gesticular, são importantes, não porque aumentem nos "bons" mentirosos, mas porque diminuem. Raciocinar, por exemplo para resolver um problema de Matemática, acompanha-se de diminuição da frequência do "bater" das pálpebras e dos gestos que passam a ser muito medidos, incluindo a movimentação das pernas.
Mas a conversa também é característica, tornando-se lenta, e composta de frases curtas, escassas e pouco esclarecedoras, omitindo parte da resposta pedida—uma defesa contra a possibilidade de cair em contradição.
Os profissionais dos interrogatórios procuram ampliar este esforço de concentração para o detectar mais facilmente. A melhor técnica parece ser a de fazer as perguntas sobre os acontecimentos por ordem inversa da sua ocorrência, isto é, do fim para o princípio. Além de complicar muito a construção da mentira, exige grande concentração ao mentiroso. E o método funciona ainda melhor, insistindo em detalhes sem importância para aumentar a carga cognitiva do interrogado que não sabe para que servem as respostas que está a dar.
Mais que os detectores de mentiras, vale um inquiridor bem preparado e arguto—idealmente tão arguto como o inquirido com o sétimo ano de praia.
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ONDE PÁRA O 'AIRLINER' DA MALÁSIA ?

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Veja aqui porque será muito difícil encontrar a caixa negra do avião da "Malaysia Airlines" desaparecido. Clique na figura, abra o site do "Washington Post" e vá descendo em profundidade, fazendo scrolling. Os pés (feet) correspondem aproximadamente a um terço do metro (0,3048 m) e a milha a pouco mais de um quilómetro e meio (1,609344 km). De acordo com os últimos sinais ouvidos, a caixa negra estará a 15.000 pés de profundidade, mais de 4,5 km.
A do avião da "Air France", que caiu no Oceano Atlântico em 2009, foi encontrada apenas dois anos mais tarde, a 13.100 pés de profundidade, quase 4 quilómetros.
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FENÓMENOS NATURAIS

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Em 1911, o explorador australiano Griffith Taylor descobriu um glaciar estranho na Antárctica, com o que é hoje conhecido por "Catarata de Sangue": uma queda de água com a altura de um edifício de nove andares, vermelha e a correr para o chamado actualmente Glaciar Taylor. Os geologistas pensaram primeiro que a cor seria provocada por algas, mas sabe-se agora dever-se à presença de micro-organismos aprisionados no gelo há 2 milhões de anos, a mais de 400 metros de profundidade, que usam ferro e enxofre na respiração, num ambiente onde não há oxigénio.
Na imagem de cima vê-se uma tenda à esquerda, em baixo, e na inferior está um homem perto do centro, servindo as duas referências para avaliar a dimensão real da "Catarata de Sangue"—fenómeno estranho com nome inspirado!
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ARTE

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PECADOS MORTAIS

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Ontem, o Dr. Soares, no pasquim habitual das segundas-feiras no DN, bolsou fel negro sobre Durão Barroso. O Dr. Soares, em relação a Barroso, tem uma algia permanente na articulação entre os côndilos do húmero, a cavidade sigmóide do cúbito e a cabeça do rádio, vulgarmente chamada dor de cotovelo. Tal e qual!
Se há coisa que o Dr. Soares gostaria, era de ter ocupado um posto de relevo numa instituição internacional. Primeiro sonhou com a presidência da Comissão Europeia; mas um nabo assim, reconhecido internacionalmente pela sua incapacidade cultural, não tinha hipótese nenhuma e ficou no Campo Grande, em Nafarros, na praia do Vau e foi um pau.
Depois, estando mais que visto ninguém lhe ligar—grande injustiça!—meteu-se de peito feito a deputado do Parlamento Europeu com a ideia preconcebida de chegar a Presidente: já que ninguém lhe "passava cartolina", ia ele lutar pela vã cobiça, pela glória de mandar, por esta vaidade a que chamamos fama. Chegado ao Parlamento, fez uma borrada inqualificável, disse inconveniências alarves sobre a sua concorrente e levou uma banhada. Ponto.
Suspeito que ainda lhe terá passado pela cabeça a ideia de ser Secretário-Geral dessa instituiçãosuprassumo da inutilidadeque dá pelo nome de Organização das Nações Unidas, mas a organização só não se riu porque nem sabia quem era esse tal de Soares. Agora, o Dr. Soares bolsa regularmente  fel negro sobre o senhor Ban Ki-moon, o que é transparente e mais que ordinário.
Guterres é importante, Sampaio é importante, Barroso é importantíssimo, Soares é um desconhecido. Não pode ser! Guterres e Sampaio passam incólumes porque são correligionários; mas Barroso apanha com os perdigotos do Dr. Soares, embora se esteja a defecar para isso. Quanto a Ban Ki-moon, nem sabe quem é o Dr. Soares. Dr. Soares  de quem "Octávio Paz fala na página 600 do livro El Peregrino en Su Patria".
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terça-feira, 8 de abril de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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FOTOGRAFIA DO DIA

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'SENTINEL-1A'

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No passado dia 13, um rocket Soyuz pôs em órbita o satélite Sentinel-1A, do programa europeu Copernicus, destinado a observar o solo da Terra, os oceanos e a atmosfera. O lançamento foi feito na Guiana Francesa e correu como programado. Uma câmara de vídeo, colocada no último andar do rocket, filmou tudo desde a partida. Neste fragmento, vê-se a largada do satélite no espaço. Pode ver tudo clicando no logo do YouTube (tem de voltar ao princípio do vídeo).
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EDUARDO BATARDA

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777 MISTÉRIOS

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Muita gente tem um número favorito. A razão da escolha é muito variada. Pode ser a data do nascimento—231045, por exemplo—ou do casamento, ou do nascimento do primeiro filho e por aí fora. São motivos sentimentais, ou coisas do tipo 250474.
Mas há razões mais elaboradas, de natureza matemática, como o 1089 (veja aqui porquê), ou o 73. 73 é o 21º número primo (só divisível por si e por 1), o seu inverso 37 é o 12º,  e 21 é o produto de 7 por 3! Não está mal, não senhor!
Alex Bellos editor dum blog sobre Matemática  no "The Guardian", tantas vezes perguntaram qual era o número favorito dele que decidiu criar um site para interrogar muita gente sobre o número favorito e qual a razão da escolha. Responderam  mais de 44.000 pessoas!
Datas, sobretudo de aniversários, bateram o recorde—não prestam. Mas há outros aspectos interessantes. Por exemplo, os números ímpares saem-se bastante melhor que os pares, vá-se lá saber porquê. Os números que contêm imagem de arredondamento, como o 100, estão em baixo. Não prestam. Dizer estavam lá 100 pessoas é o mesmo que dizer estavam lá muitas pessoas, aí à volta de 100, sendo o mesmo para 1.000, ou10.000 e por aí fora. Portanto, 100, ou 1.000, etc. não prestam.
Tudo visto e respigado, a medalha de bronze foi para o 8. Aliás, é o número mais popular na China porque a sua pronúncia é semelhante a "prosperidade". Pelo contrário, o 4 é detestado porque soa de forma semelhante a "morte".
A medalha de prata foi para o 3. Bellos hesita em afirmar se há relação com os "Três Mosqueteiros", ou os "Três Porquinhos".
Mas o vencedor incontestado é o 7! Porquê? Porque há 7 planetas no Sistema Solar? Porque o sétimo dia da semana é dia de descanso? Porque, entre 2 e 10, é o único número que não é múltiplo de nenhum dos outros, ou divisível por eles? Mistério! Não tem explicação. Mostra a História que sempre foi assim: "As Sete maravilhas do Mundo", "Os Sete Pecados Mortais", "Branca de Neve e os Sete Anões", "Os Sete Selos do Apocalipse", "As Sete Trombetas do Apocalipse", "As Sete Taças do Apocalipse"... e por aí fora. Mistérios!
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PORTA 8

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(Com colaboração de Arnaldo Valente)
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AI PERCEBE, PERCEBE !...

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Quando se caminha na direcção errada, progride-se andando para trás. Progresso é desbravar novos conhecimentos, mas também eliminar conhecimentos velhos. É abdicar de preconceitos, sem paixão, sem clubismo, sem obstinação. Infelizmente,  todos os dias se assiste ao contrário. O resultado está à vista; e não estou a pensar em nada particularmente, mas no mundo todo, desde o XVIII Governo Constitucional, até  à ONU, que não serve para nada, à Crimeia, ao aquecimento global, aos alimentos geneticamente modificados, rebabá.
Uma das causas do problema é a abordagem errada da origem dos fenómenos, sejam físicos, económicos, financeiros, sociais, ambientais, políticos e toda a restante e similar cangalhada. Somos desde o nascimento máquinas de armazenar preconceitos que defendemos como se abandoná-los fosse perder batalhas. Intelectualmente, comportámo-nos como sócios do Benfica, do Sporting, do Porto, esquecendo a verdade incontestável contida na primeira frase deste post—ninguém anda para trás, mesmo que caminhe asininamente na direcção errada.
A asneira resulta em grande parte de erros do que se chama causalidade. Consiste esta em assumir, consciente ou inconscientemente, que os acontecimentos—chamando assim a tudo que acontece à volta—resultam de uma só causa. Por exemplo, que a bolsa de valores cai porque Hollande levou uma banhada nas eleições municipais, ou que o planeta aquece em consequência de se acenderem muitas braseiras em Viseu durante o Inverno—a simplificação de que falava ontem. Na verdade, tudo é complexo, difícil, embrulhado, obscuro, labiríntico e difícil de avaliar. Então, entra o preconceito ou viés, a ideia "feita", o comportamento asnático. Faz parte da nossa natureza. 
A esperança é que o homem ainda tem uns milhares de milhões de anos para evoluir. Por exemplo, quando o Sol em fim de vida começar a expandir-se e os oceanos a ferver e a evaporar, nessa altura sim, o homem vai perceber o que é aquecimento global não antropogénico. Ai percebe, percebe!
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FERNAND LÉGER

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Estudo para a  "Grande Parada" (1954)

Colecção Museu do Caramulo—Fundação Abel e João de Lacerda
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segunda-feira, 7 de abril de 2014

OS GRANDES VELEIROS

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Batalha de Texel (1694)
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O LADO DO 'LOBBY'

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Muitos de nós dão atenção às previsões meteorológicas. Se dizem que na sua região vai chover amanhã, provavelmente chove. Mas se dizem o mesmo para um mês ou um ano mais tarde, é muito menos provável que acertem. Há muitos imponderáveis. A Teoria do Aquecimento Global é uma previsão meteorológica gigante para um século ou mais. Embora interessante no que respeita aos aspectos científicos, pode não ter valor quase nenhum como previsão. [...]

Isto escreveu hoje Charles Moore, no jornal "Daily Telegraph". Como esperado, levantaram-se vozes a acusar o toque, embora de forma polida, dado o grande respeito por Moore. Em resumo, ora agora danças tu, ora agora danço eu—a verdade é que há muito pouco consenso sobre essa cangalhada do aquecimento e cada vez há mais contestação. É um lobby. Será? E de que lado está o lobby? Isso gostávamos nós de saber!
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GRANDE MOTOR COM PEQUENA EMBARCAÇÃO EM VOLTA

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JESUS SEGUNDO O JUDAÍSMO

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De forma simples, Jesus de Nazaré foi um homem e pregador vulgar que viveu durante a ocupação da Terra Santa  pelos romanos, no Século I. Os romanos executaram-no, como fizeram com muitos nacionalistas e religiosos judeus por falar contra a autoridade e os abusos dos ocupantes da sua terra.
Depois da morte de Jesus, os seguidores—uma pequena seita conhecida por Nazarenos—proclamaram que ele era o Messias anunciado nos livros sagrados e voltaria em breve para completar os actos esperados do Messias. A maioria dos judeus da época rejeitava esta crença, como todo o Judaísmo ainda faz hoje. Eventualmente, Jesus tornou-se a referência central de um pequeno movimento religioso que viria a evoluir para o Cristianismo.
Jesus é visto como falso Messias, por não satisfazer os preceitos contidos nas Escrituras:
  • Ser judeu praticante, descendente da Casa do Rei David
  • Ser apenas homem, em oposição a Filho de Deus
  • Trazer paz ao mundo
  • Juntar todos os judeus em Israel
  • Reconstruir o Templo de Jerusalém
  • Unir a humanidade  no culto do Deus dos judeus e na observância da Torah.
Houve mais falsos Messias, o mais importante dos quais, depois de Jesus, terá sido Simão bar Kokhba, líder duma desastrosa revolta contra os romanos, em 132 DC, que quase levou à extinção do Judaísmo na Terra Santa.
Jesus não é figura importante para os judeus que, no entanto, respeitam os seus ensinamentoso Judaísmo advoga respeito por todos os povos e todas as fés.
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Ariela Pelaia in about.com
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