sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A PEDRA NO SAPATO

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Fui ao Norte passar as férias, mais precisamente ao Minho e a Trás-os-Montes. Pelo caminho só havia um cartaz abandonado e sujo na Mealhada. Começou ali uma nova educação: entrei num país sem campanha e sem eleições. [...]

[...] Ninguém, como se fosse de comum acordo, me disse uma palavra sobre política.[...]

[...] Não quer isto dizer que o medo se transforme em abstencionismo. Quer dizer que a maneira como o medo irá votar não é calculável. Não me admirava nada que desse uma maioria à coligação, ao PS ou a nenhum deles. [...]

Estas são 90 palavras retiradas de um artigo mais extenso de Vasco Pulido Valente no "Público" de hoje. Deve retratar bem o que se passa na generalidade do País. As pessoas estão cansadas do actual Governo, mas ainda não se esqueceram do anterior e das consequências dos seus delírios. Gostam de ouvir falar em fim da austeridade, mas desconfiam.  Com o que já viram, os sucessores dos que chamaram a troika são para elas uma pedra que não lhes sai do sapato e vai condicionar o resultado eleitoral.
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