quinta-feira, 17 de setembro de 2015

COMITÉ NORUEGUÊS DA PAZ E BOM SENSO

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Durante 35 anos, Geir Lundestad foi secretário do comité norueguês que selecciona os vencedores do Nobel da Paz. Lundestad publicou agora um livro de memórias em que reconhece, entre outras coisas, ter sido prematura a atribuição do Prémio a Barack Obama em 2009, eleito Presidente há menos de um ano. O próprio Obama ficou surpreendido, acompanhado por todo o mundo, chegando a admitir a hipótese de não comparecer para receber o prémio.
Segundo explica Lundestad, a ideia era a nomeação constituir um estímulo, o que se veio a revelar, como agora afirma, prematuro; na realidade  um flop.  
O comité norueguês não é a primeira vez que toma decisões menos felizes. Acho mesmo que capricha em fazer escolhas inesperadas e inconvenientes. Não estamos a falar dum comité do politicamente correcto, mas de um comité da paz que não deve acirrar desentendimentos entre nações. Em 2007, o nomeado foi Al Gore, militante activo no combate ao aquecimento global, mas sem actividade relevante a favor da paz quando comparado com outras personalidades e organizações que se opõem à guerra e defendem a paz no mundo. Em 2010, foi contemplado o dissidente Liu Xiaobo, o que contribuiu para encrespar as relações entre a China e o Ocidente. Para não falar do prémio atribuído em 1994 a Yasser Arafat que dispensa comentários.
Em boa verdade, o comité norueguês para a paz devia ser, antes de tudo um comité do bom senso. Leio nos jornais que o seu presidente Thorbjoern Jagland foi agora substituído. Talvez o devesse ter sido há mais tempo.
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