domingo, 29 de abril de 2018

A GAIVOTA BORREGOU

.

.
[...] Mas seja como for houve um dia em que nós começámos a ver as gaivotas com outros olhos. Para começar constatámos que as gaivotas voavam pouco, preferiam as lixeiras à vastidão dos oceanos. Muitas até trocavam as falésias pelas varandas e esplanadas. Para cúmulo, as gaivotas em pouco tempo controlavam as demais aves. Enfim, de símbolo da liberdade a gaivota passou a parasita de que não nos conseguimos libertar. Uma praga, portanto. [...]
.
Helena Matos in "Observador"
.
.

Sem comentários:

Publicar um comentário