sábado, 21 de abril de 2018

PRÍNCIPE DO ILHÉU DA PONTINHA E ELEITOR DE PORTUGAL

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Hoje, subitamente, caiu-me no ecrã o título reproduzido em cima. A pequena ilha da costa de Portugal, o primeiro país com o Bitcoin como moeda oficial, é o Principado da Pontinha, também conhecido por Principado do Ilhéu da Pontinha, localizado num rochedo de 178 metros quadrados, a 70 metros ao largo da cidade do Funchal, na Ilha da Madeira. O Principado é uma criação do proprietário do ilhéu, o auto-denominado "Príncipe D. Renato Barros I, Príncipe do Ilhéu da Pontinha e Eleitor de Portugal". Em 2007, o número de cidadãos do Principado era de 1 habitante, o próprio Renato Barros, embora este não resida no território. Em 2014, segundo Renato Barros, os cidadãos do principado eram ele próprio, a mulher e os dois filhos. 
Os dados publicados são de há quatro anos. Neste momento não devem estar actualizados; e falo assim porque, entretanto, José Manuel Coelho, destacada figura política do arquipélago da Madeira e perseguido político, condenado a pena de prisão a cumprir aos fins de semana, pediu asilo político ao Príncipe do Ilhéu da Pontinha e Eleitor de Portugal, asilo que foi concedido. Eventualmente, mais perseguidos políticos da Europa e outros continentes, terão seguido as pisadas de Coelho e viverão sob protecção do Príncipe D. Renato Barros. 
Pena que informações sobre a actividade política do exilado Coelho não vão surgindo regularmente nos noticiários para nos mantermos actualizados... e divertidos. Recordo as suas intervenções no Parlamento Regional, onde um dia se despiu para ilustrar o resultado das "agressões fiscais"; ou apareceu com um relógio de parede pendurado ao pescoço por desconfiar da forma como era contado o tempo das suas intervenções pela mesa; ou quando apareceu vestido de presidiário; ou ainda quando foi expulso pelo Presidente da Assembleia, ordem que não acatou e acabou transportado para a rua ao colo de um agente da Polícia. 
Manda o bom senso e a liberdade política  preservar, estimar e multiplicar figuras como a de José Manuel Coelho, a bem da ética republicana. Oh, se manda!
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