Charles Darwin escreveu, no livro "A Ascendência do
Homem", este trecho mais ou menos poético: "As notas musicais e o ritmo foram inicialmente
adquiridos pelos progenitores — machos ou fêmeas —
da Humanidade para cortejar o sexo oposto.
Mas pergunta-se legitimamente se os sons da natureza —
do canto melodioso da ave, à ritmicidade chata do insecto —
que Darwin considerava proto-serenatas, são realmente música.
Em boa verdade não são. Algumas vezes agradáveis de ouvir, a
maior parte delas uma seca — piores que um discurso sobre "políticas patrióticas e de esquerda" de Jerónimo de Sousa! Não há nada como o silêncio, digo eu.
A ciência ensina que o cérebro humano é especialista em gerar padrões, adepto de fazer ordem da desordem, capaz de ver mensagens religiosas numa torrada queimada, ou ratos num céu nublado. É isso.
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A ciência ensina que o cérebro humano é especialista em gerar padrões, adepto de fazer ordem da desordem, capaz de ver mensagens religiosas numa torrada queimada, ou ratos num céu nublado. É isso.

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