Na última década, uma hipótese
extraordinária prendeu a atenção dos cosmologistas: a possibilidade de que o universo
em expansão que vemos à nossa volta não seja único. Haverá milhares de milhões de outros universos por aí fora.
Mas a palavra multiverso tem diferentes
significados. O "horizonte cósmico" teórico dos actuais astrónomos
anda por pouco mais de 40 mil milhões de anos-luz. Mas nada nos diz que o
universo "pára" aí. Pode haver mais — até infinitamente mais — universos, além deste que é a nossa casinha. Universos com a
sua própria "vida", origem e
História, mas semelhantes ao que "conhecemos".
Quase todos os cosmologistas actuais
aceitam a hipótese de tal tipo de multiverso, que Max Tegmark chamou de "nível
1". Contudo, há quem vá mais longe e fale de diferentes tipos de universos,
com leis físicas diferentes, histórias diferentes, possivelmente com número
diferente de dimensões espaciais. Muitos serão estéreis, outros abrigarão vida.
Alexander Vilenkin, grande defensor
desta visão, pinta um quadro dramático, com um número infinito de galáxias,
número infinito de planetas e número infinito de pessoas com o nome, mente e
corpo de quem está a ler este post! É
obra!... Aliás, este tipo de multiverso, dito de "nível 2", esteve na
cultura — e na cabeça de muito
boa gente — desde a antiguidade.
Não é novo. A novidade é que vem agora vestido com o "manto da Ciência",
facto inesperado: não é matematicamente rigoroso, nem experimentalmente testável.
O que traz de original decorre exactamente daí — é um conceito novo do que até agora era considerado Ciência.
Em conclusão, em tudo há sempre uma ponta por onde pegar: até na "geringonça", Deus os abençoe!
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