domingo, 8 de agosto de 2010

SETÚBAL

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." Setúbal" e "Pico do Altar"



ESPIÕES DA NET


De acordo com o "Wall Street Journal", um dos maiores negócios relacionados com a Internet no tempo que vivemos consiste em espiar os internautas e, a partir dos dados obtidos, traçar perfis de consumidor para vender às mais variadas empresas. O método consiste em instalar ficheiros no computador do cidadão quando este acede a um site, ficheiros que são cookies, flash cookies, e beacons capazes de permitir aos espiões saber quase tudo o que a pessoa faz na Net – que filmes escolhe, que jornais lê, o que lê neles, o que escreve nas caixas de comentários, como navega em cada site, desportos preferidos, predisposição para a paternidade ou maternidade, blá, blá, blá. Depois de traçado o perfil, são constituídos pacotes de grupos de cidadãos com características semelhantes destinados a vender a firmas que os utilizam para direccionar o marketing.
Segundo a investigação feita pelo jornal, os 50 principais sites dos Estados Unidos instalam, em média, 64 cookies, ou equivalentes, em cada computador! Olaré!... Mas há os mais agressivos, e alguns até exageram, como o dictionary.com, que habitualmente envia 234! Vem depois o msn.com, com 207; o comcast.net, com 151; o merrian-webster.com, com 131; o photobucket.com, com 127; o answers.com, com 120; o careerbuilder.com, com 118, e por aí fora – um pavor.
Saiba por isso o leitor que aqueles anúncios que aparecem nos sites que visita, chamados ads para mais fino, não estão ali por acaso: são mandados de encomenda para si. O seu vizinho noutro computador ao lado pode estar no mesmo site, à mesma hora, e está a ver outros ads, provavelmente.
É o progresso: está tudo muito preocupado com os chips nos automóveis, mas engolem os cookies diariamente sem bufar e, se alguém telefonar para o 118 e disser o seu nome, fica a saber, por pouco dinheiro, a sua morada, o seu número de telefone, e quantas casas mais tem com telefone instalado. Catita, não?!...
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CARROS DA HISTÓRIA PORTUGUESA

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.Cadillac Sixty Two Eldorado

8 cilindros em V, cilindrada - 5.424 cc, caixa automática, 5 lugares, peso - 2.185 kg, velocidade máxima - 160 km/hora.
Em 1954, ano de fabrico do modelo acima, alguns automóveis da Cadillac já dispunham de direcção assistida e da inovação que era o pára-brisas panorâmico. A capota era de fecho automático, com sensores de chuva.
Entrou na Alfândega de Lisboa em Julho de 1954, e nesse mesmo mês foi adquirido pela Presidência da República, sendo colocado ao serviço do Chefe de Estado, General Craveiro Lopes. Foi vendido em 1969 e é hoje propriedade de um industrial de Monte Real.
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sábado, 7 de agosto de 2010

AFEGANISTÃO

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FERNÃO DE MAGALHÃES

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[...]
Fernão de Magalhães desnaturalizou-se de português, e foi-se a Castela pedir que o inscrevessem ali como cidadão.
Fez mal ? Fez bem ?
Castela era naquele tempo, como antes, como depois, a inimiga de Portugal, ainda quando a paz dissimulava nas aparências da concórdia a hereditária hostilidade das duas coroas peninsulares, que aspiravam à exclusiva supremacia. Castela era a émula de Portugal nas conquistas transatlânticas. Castela era na Europa a nação perpetuamente cobiçosa da estreita orla Ocidental que as lanças portuguesas haviam sempre defendido contra os partidários da unidade hispânica; era nos mares o estado que connosco litigava o império e poderio. Renegar a pátria e ir-se a Castela era tão feia acção como na antiguidade o acolher-se um ateniense ou um espartano à corte dos reis da Pérsia, depois de haver contra eles pelejado em Maratona ou em Plateia.
Desnaturalizar-se de português e ir oferecer a sua espada aos reis católicos era porventura maior sacrilégio, então, do que renegar a pureza da verdadeira fé, e transviar-se nos erros de Lutero e de Calvino.
No português não foi para ser louvada a represália. No homem que havia de pertencer à civilização e à humanidade mais do que aos estreitos limites da sua pátria, podemos relevar o impulso da ofendida dignidade e do amor próprio justificado.
Para ser português havia de ver menosprezada a sua glória e mal galardoados os seus feitos. Para não faltar à religião da pátria havia de faltar à religião de honra; havia de devorar as afrontas em silêncio, e reprimir no peito os rebates da sua varonil indignação. Para ser português havia de votar-se talvez para sempre à obscuridade, e ver frustrado o seu empenho de conquistar para si um nome ilustre, a par de quantos houve mais distintos na história das modernas navegações.
Com a fidelidade de Fernão de Magalhães lucrava a pátria e o rei um natural e um vassalo. Mas perdia o drama glorioso dos descobrimentos transatlânticos um eminente personagem, Portugal um nome venerando, a moderna civilização um destes fervorosos operários que da espada e do navio tem feito os mais poderosos instrumentos do progresso.
[...]
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Latino Coelho in "Fernão de Magalhães"
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AQUI HÁ GATO

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ANIVERSÁRIO DE UMA TRAGÉDIA

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Em 6 de Agosto de 1945 - faz hoje 65 anos - às 2H45, o bombardeiro B-29 “Enola Gay”, pilotado por Paul Tibbets, descolou da base de Tinian, com uma bomba atómica de urânio 235, alcunhada "Little Boy", a bordo. A tripulação era constituída por 12 elementos, sendo 4 cientistas. Dois outros B-29 que escoltavam o bombardeiro principal, transportavam instrumentos para analisar a explosão.
A bomba, armada em voo, foi largada às 8H15, à altitude de 9.000 metros e, às 8H16, explodiu a 580 metros de altura sobre Hiroshima. Cerca de 70.000 pessoas morrem de imediato, um terço das quais eram militares. Nas semanas subsequentes morrem mais 50.000. O número final de mortes é impreciso, mas terá sido da ordem de 250.000. No raio de 500 metros, medidos a partir do centro da explosão, não restou nenhum vestígio de pessoas. Dos 90.000 edifícios da cidade, 62.000 foram totalmente destruídos.
No regresso dos aviões, o cogumelo da explosão, que atingiu a altura de 10.000 metros, foi visível para as tripulações durante 500 km.

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ESTAÇÃO COLORIDA

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OS PONTOS ALTOS DO NOSSO DESENVOLVIMENTO COMO ESPÉCIE

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A origem da humanidade é tema que acicata a curiosidade do homem há séculos. O interesse manifesta-se na frequência dos museus dedicados à matéria, na produção de meios audiovisuais e no número de artigos publicados na imprensa generalista. Sabemos muitas coisas sobre a nossa origem, especialmente depois de Darwin, mas é mais o que falta saber.
Por razões desconhecidas, há cerca de 7 milhões de anos, um chimpanzé deu origem a dois ramos de hominídeos: por um lado o que conduziu ao chimpanzé actual e ao bonobo; e, por outro, à linhagem chamada de hominíneos que haveria de levar a espécies anteriores ao homem, primeiro, e ao Homo sapiens actual, depois (ver figura). Todas desapareceram, incluindo a mais próxima que chegou a viver no nosso País, o homem de Neandertal. Ficamos nós, depois de muita volta, e cá estamos sem saber até quando. A visão religiosa tem implícita a ideia da natureza perene do homem actual. A biologia que conhecemos permite pensar que é possível um destino semelhante ao do homem de Neandertal, ou do Homo erectus, ou do Adipithecus ramidis. Daqui a uns milhões de anos já se sabe...
Entretanto, no meio da especulação filosófica e científica, vale a pena recordar o que se tem por certo no nosso passado e constituiu os grandes passos, ou marcos, na história da humanidade. São 15 os pontos altos na marcha biológica do Homo sapiens:
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1- Separação do chimpanzé há 6/8 milhões de anos (Ma).
2 - Desenvolvimento da locomoção bípede, provavelmente na mesma altura.
3 - Lenta alteração para dentes maiores, com esmalte mais espesso, e redução dos caninos há 5 Ma, incluindo o Sahelanthropus e Orrorin, o Ardipithecus, o Australopithecus e, finalmente, o Paranthropus.
4 -Separação do género Homo de um antepassado Astralopithecus, entre 3 e 2,5 Ma atrás.
5 - Desenvolvimento de tecnologia no fabrico de instrumentos de pedra, há 2,6 Ma.
6 - Origem de uma espécie mais carnívora, o Homo erectus, há 1,9 Ma.
7 - Primeira dispersão de hominíneos para fora de África, há 1,8 Ma.
8 - Desenvolvimento da chamada cultura Acheulean, com machados de pedra, há 1,6Ma.
9 - Aumento da capacidade craniana no H. heidelbergensis, há 500 mil anos (ka).
10 - Origem do Homo sapiens, há 200 ka.
11 - Origem da linguagem simbólica. Parece-me um dos maiores passos na carreira do homem.
12 - Inovações sucessivas na cultura e estilo de vida, que levaram a segunda emigração de África, há 60 ka.
13 - Expressão de linguagem simbólica, com pinturas nas cavernas e esculturas, entre 60 e 30 ka atrás.
14 - Domesticação de animais e plantas em várias partes do mundo, nas últimas dezenas de ka.
15 - Domínio do ecossistema nos últimos milhares de anos. Aqui é que a porca torce o rabo, ao criar-se o putativo risco de auto-destruição.

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(Para ver maior a figura da genealogia do homem, clique na figura)
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Errata - Na Figura, no texto a verde à esquerda, onde se lê hominídeos a primeira vez, deve ler-se homoníneos.
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CAPA DO DIA

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.Segunda-feira é o prazo-limite para a leitura do acórdão do processo Casa Pia. Caso contrário, o julgamento mais longo da justiça portuguesa será considerado nulo. O ultimato é dos advogados dos sete arguidos - Hugo Marçal, Carlos Cruz, Ferreira Diniz, Carlos Silvino, Jorge Rito e Gertrudes Nunes - que ontem ameaçaram deitar por terra todo o trabalho e diligências dos últimos cinco anos. Em causa está uma eventual violação do Código de Processo Penal: ao adiar pela terceira vez consecutiva a sentença para 3 de Setembro, o colectivo de juízes, presidido por Ana Peres, terá ultrapassado o prazo de 30 dias sem produzir prova.
[...]
Fonte ligada ao processo Casa Pia explicou ao i que, caso o julgamento seja considerado nulo, todas as diligências relacionadas com a audição de testemunhas são inválidas e terão de ser repetidas: "Isso é que é verdadeiramente dramático pois estamos perante um julgamento com mais de 900 testemunhas." Os crimes prescrevem em 2018.

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O transcrito é do mesmo jornal. As três frases do segundo parágrafo são exemplares da Justiça Lusitana. A Lei está prenhe de alçapões, e quem administra a Justiça, ou não os conhece – pouco provável – ou serve-se deles – muito provável.
Que sentido faz deitar a perder trabalho de cinco anos porque se adia três vezes a leitura de um acórdão já redigido?
Valha-me Santa Bárbara!!...

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CUBISMO

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

HOMENAGEM A QUEM SOFRE PELA PÁTRIA

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O Dr. Alberto Martins, Ministro da Justiça de Portugal pela graça de Deus, talvez também pela força do uso de algum avental, já foi Ministro da Reforma do Estado e da Administração Pública e não reformou coisa nenhuma. Agora vai pelo mesmo caminho na Justiça: falas mansas, discurso previsto, e obra zero. Hoje, em intervenção iluminada, fez a declaração: “O governo mantém confiança no Senhor Procurador-Geral da República”. Pudera, acrescento eu!...
Diz o povo, voz de inspiração divina, que quem mais gaba a noiva é a mãe da dita. Não é S.Exa, o PGR, filho deste governo, salvo seja e mal comparado? Não está a Justiça de feição ao executivo e seus actores? Então porque esperar, e qual a surpresa?
Espanto seria o Senhor Ministro da Justiça não ter confiança em quem desempenha tão bem. Aliás, este Partido Socialista não é exageradamente exigente com quem o serve, desde que sirva. Usa-se o verbo no duplo sentido de dar serventia e desempenhar quaisquer funções. Veja-se essa inefável figura do Dr. Ricardo Rodrigues, vítima de sofrimento insuportável imposto por jornalistas e, mesmo assim, com ânimo bastante para suportar a cruz e dar o melhor na cruzada que é o trabalho ciclópico e desinteressado de segurar o timão da Mãe Pátria.
Jamais a Nação agradecerá cabalmente tudo quanto homens como S.Exa, o Senhor PGR, e o Dr. Ricardo Rodrigues estão a fazer por ela, na defesa do bem comum e da tranquilidade geral. Por isso, aqui fica gravada para o devir a minha gratidão, inútil mas sincera, do fundo do ventrículo direito; e também do esquerdo, porque não?



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THE NEW YORKER CARTOON CAPTION CONTEST

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.A revista The New Yorker tem um concurso de legendas para cartoons. Apresenta a figura e espera um mês para receber sugestões. Depois selecciona 3 que põe à votação dos leitores. A figura de cima é do concurso de Julho e já tem 3 legendas seleccionadas para votação:
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Acho que vamos muito depressa.
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Morres se perguntares onde é?
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Esta noite não Harry, estou enjoada!
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CARROS DA HISTÓRIA PORTUGUESA

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. Mercedes 770 WO


8 cilindros, 7.655 cc de cilindrada, caixa de 4 velocidades mais marcha atrás, 7 lugares, peso - 3.980 kg, velocidade máxima - 150 km/hora.

Importado em Junho de 1938 em nome da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), era blindado e tinha pneus e vidros à prova de bala. Igual a outro Mercedes adquirido para Salazar que, um ano antes, havia sofrido um atentado à bomba na Avenida Barbosa du Bocage, em Lisboa.
Custou 480 mil escudos e, no mesmo mês, entrou ao serviço do Presidente Óscar Carmona que pouco o usou. Os cerca de 10.000 km percorridos até hoje atestam a sua nula utilização.
Em Março de 1957, cessou o serviço na Presidência da República e, em Julho, foi vendido por 15 mil escudos ao industrial António do Nascimento de Carvalho para figurar no Museu de Automóveis Antigos em organização em Vila Nova de Famalicão.
Foram fabricados 119 exemplares deste modelo, 42 dos quais blindados, utilizados, entre outros, por Benito Mussolini, Joseph Stalin e o Imperador Hiroito do Japão.
Repare-se no comprimento do motor de 8 cilindros, no estribo (o VolksWagen foi dos últimos carros a ter tal preciosidade), e nos indicadores de mudança de direcção, ao lado do pára-brisas.
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QUENTAL, A MULHER, E JOANA D’ARC

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[...]
Joana d' Arc ajoelhou contrita na terra que libertara, e sentiu que a morte vinha perto: a sua missão havia acabado. Que lhe restava a ela, agora com efeito? O que espera na terra tudo quanto é grande e sublime: a morte de Cristo, o sacrifício, morte de afronta e de ignomínia e depois o amor e o culto da posteridade.
Aldeã visionária a princípio; mais tarde mendiga sublime duma espada e duma hoste que levasse à vitória; depois alma de Graco encarnada nas formas duma virgem; mais que mulher por fim, mártir duma ideia grande; saíra a passos lentos das suas montanhas, triste da serena melancolia das resoluções inabaláveis, para atravessar a França como nuvem revolta de entusiasmo e patriotismo, e cair depois sobre uma fogueira, expiando ali o crime sublime da virtude.
O povo entorpecido pela conquista não pôde conceber como a alma duma donzela, que o ardor duma crença consumia, pudesse salvar uma nação: o rei que ela levantara do pó para assentar sobre um trono, não tinha força para interpor o seu ceptro entre a mulher e a fogueira.
Pobre dela ! Envolta já pelas chamas que a iam tragar, elevava os olhos ao céu, beijando com fervor a imagem do Crucificado que os fariseus lhe apresentavam por escárnio; mas sob a túnica rara palpitavam e tremiam-lhe os seios castos de virgem !
O espírito, depurado pela tortura, fugiu em busca de novos mundos; e sobre as cinzas que ficaram vieram depois os homens elevar-lhe um altar de gratidão e saudade. O sacrifício vinculou mais uma vez na terra o culto da dedicação e da virtude. Mas o invólucro daquela alma tão nobre e tão pura, nobre e puro também como ela, mais fraco só; mas aquele corpo de virgem não pôde deixar de tremer quando as mãos impuras do algoz o amarraram ao poste da ignomínia, quando se viu amaldiçoada por aqueles mesmos por quem dava a vida, quando as chamas, lambendo-lhe o seio e o rosto, lhe pousaram lá o primeiro e último beijo, o beijo
da morte!
Mas que importa tudo isto? Estava salva a França, e salva por uma mulher. Podiam agora cumprir-se nela os grandes desígnios da Providência: podiam agora brotar-lhe e arreigarem-se-lhe no seio todas as grandes ideias que tinham de lustrar depois o mundo num grande baptismo de verdade e de luz.
E que peso tem na balança dos desíginos do mundo uma gota de sangue mais vertido em prol dos homens? Nesse grande tributo de sangue pago pela verdade ao erro, pela luz às trevas não é a mulher quem menos lágrimas nem menos sangue tem dispendido. Esse que corria ainda quente confirmava mais uma vez esta verdade.
Agora a França, livre, contava mais uma mártir: agora tinha a mulher ainda uma vez mais o direito de exigir da humanidade preito e vassalagem. Joana d'Arc, morrendo pela França, morreu também pela liberdade do mundo!
[...]
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Antero de Quental in “Influência da Mulher na Civilização”
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CAPA DO DIA

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O Procurador-Geral da República está sob fogo cerrado do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que põe em causa a sua independência a propósito da gestão da investigação ao caso Freepot.
. In i
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“Hierarquia do MP está moribunda”. Sindicato dos Magistrados diz que Pinto Monteiro é incapaz para o cargo.

. In Correio da Manhã
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A bem dizer, acho que nem deviam existir sindicatos de magistrados. Alguém imagina um sindicato dos deputados? Ou dos secretários de Estado? Ou dos juizes do Tribunal Constitucional? Mas existem sindicatos de magistrados, que arruinam ainda mais a imagem da Justiça.

O PGR não precisava de mais esta para estar liquidado.

É a vida!...
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CICLOVIA

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. Pista para veículos de tração animal em que a besta de tiro puxa sentada.
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O BONÉ

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SER AMBIENTALISTA É "COOL"

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Em 20 de Abril – há 3meses e meio - ocorreu o acidente na plataforma da BP, no Golfo do México. Desde esse dia até agora, foram derramados diariamente milhares de barris de petróleo na água do mar, com prejuízos imediatos incalculáveis para a fauna, flora, e economia locais.
Os videntes crónicos da “desgraça que aí vem”, também chamados ambientalistas, logo lançaram as piores profecias para a situação, até à consumação dos séculos. Que o petróleo nunca mais deixaria o Golfo; os peixes iriam emigrar, provavelmente em veículos motorizados dada a abundância de combustível no
habitat; os famosos flamingos castanhos, que na realidade são rosa, ficariam de vez com a cor do nome; e a maresia seria substituída por cheiro a oficina de pesados.
Mas hoje a Casa Branca anunciou que o derrame acabou, e 75% do petróleo derramado na água desde Abril desapareceu! E Esta?!...
Além do que ardeu; se evaporou; foi degradado espontaneamente e dissolvido no oceano; foi para outras paragens; e blá,blá, blá, ficou cerca de um quarto, de tal modo diluído que não representa risco de momento. Ficam ainda questões sem resposta, como a de saber se o efeito do poluente nas larvas e ovos de peixes, caranguejos, e camarões vai ter algum significado no futuro. Pensam os especialistas que não.
Mais uma vez, os ecologistas
perderam a oportunidade de ser mais comedidos na visão apocalíptica dos desastres ambientais, e recuperar alguma da muita credibilidade que já perderam. O ambientalismo é uma mística com culto ou liturgia que está na moda. Não tem noção da importância relativa do problema de que se ocupa, perante calamidades muito mais preocupantes. Custa ouvir tanta vozearia sobre aquecimento global e coisas assim, e quase nenhuma sobre a fome, a epidemia de SIDA, ou as endemias de malária e viroses tropicais. Não é cool falar disso. That’s the point.
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O MAIOR ESPECTÁCULO DO MUNDO

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É DE ANEDOTA!!! EH; EH; EH...

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O Governo está há sete meses à espera que Pinto Monteiro diga de que poderes precisa para comandar o Ministério Público (MP). O ministro da Justiça, apurou o DN, convidou o procurador a entregar propostas de revisão do Estatuto daquele órgão depois de, em Janeiro, o PGR ter, na abertura do ano judicial, exigido tais mudanças. Mas Alberto Martins ainda não teve qualquer resposta.
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In
DN
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O Senhor PGR queixa-se porque a queixa é o jeito lusitano de justificar a falta de competência, eficiência, e diligência. Não acrescento mais porque não quero ser importunado, mas haver, há.
O português vive a queixar-se. Queixa-se do patrão, do treinador de futebol, do outro condutor, do polícia, do INEM, do bombeiro, do funcionário público, do correio, do hospital, do comboio, do transporte urbano, da poluição espacial, do Professor Karamba, da fuga dos chatos para o Egipto, e por aí fora. O Senhor PGR é um português de gema de Porto de Ovelha: não pode o Senhor PGR queixar-se também, como os compatriotas?
Claro que pode e deve! Não diz quais os poderes que precisa para comandar o Ministério Público, mas queixa-se de não ter poderes – é fácil, é barato e dá milhões de descanço.
Estou incondicionalmente ao lado de S.Exa, prontes. Gosto especialmente do seu corte de cabelo, com o devido respeito, à malandro.
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NOITE DE VERÃO

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. Paris

terça-feira, 3 de agosto de 2010

HÁ JUSTIÇA MAS NÃO HÁ CRIMES


Aqueles cujo habitat natural é a ditosa Pátria Lusitana acreditam que nela existem malfeitores e ocorrem crimes, fraudes, e outras práticas de lesa-próximo. Acreditam e esperam que existam, pois é tal facto natural na espécie do Homo sapiens, e assim acontece na totalidade das nações civilizadas. A violação da lei é um must social; caso contrário, é de recear não haver violação pela singela razão de não haver lei nenhuma.
Mas Portugal começa a tornar-se um case study, digno da melhor atenção dos sociólogos: é que havendo leis – aliás, há mais leis que cabeças – aparentemente, não há infracções das ditas. Perante o raquítico débito de condenações dos tribunais portugueses, começa a recear-se pela nossa saúde social: não há malfeitores nem criminosos em Portugal!...
De quando em quando, parece surgir a luzinha no fundo do túnel da interminável virtude nacional, e surgem notícias de que o Ministério Público, a Polícia Judiciária, a GNR, o Serviço de Estrangeiros, o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a ERC ou outra pessegada do género, está a investigar um alegado crime, de volumosas proporções, e complexidade notável. O Senhor Procurador Geral da República dá mesmo algumas entrevistas televisivas no passeio em frente da Procuradoria, antes de entrar na viatura distribuída a caminho do lar; ou Sua Excelência o Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça emite algumas considerações do alto do seu cargo, que não do alto da sua excelsa figura que é baixota, na soleira da porta daquele solene Tribunal.
O português afia os dentes e pensa que é o momento do País mostrar ao mundo que também cá há ilegalidade, investigação, julgamentos, e penas para delinquentes – crime e castigo, em suma. A comunicação social exulta e fica prenhe de prosa de jornalismo de investigação - no caso, informação obtida por suborno de alguns funcionários pindéricos e pilha-galinhas que, impunemente, quebram o segredo de justiça as vezes que querem.
Os processos arrastam-se, levam tempo - eternidades mesmo – e a populaça aguarda ansiosa. Lê os jornais, escreve comentários às notícias dos jornais online, e adormece angelicamente a imaginar alguns “poderosos” a ir “de cana”.
Ao fim de tempo indeterminado, como os processos não avançam, alguém manda fechar a exaustiva investigação, ou julgamento, ou outra coisa que ninguém percebe o que é, e sai o rato; ou, como dizia há dias no Diário Económico João Paulo Guerra, correntezas de ratos. O País afunda-se na maior das desilusões, pior que a do Campeonato do Mundo de Queiroz: afinal, não há crime em Portugal!
Assim se inicia novo ciclo de pessimismo nacional, do mais humilde plebeu republicano, até ao mais ilustre Senador da República - o Dr. Mário Alberto Soares escrevia hoje no Diário de Notícias: "A crise da justiça - é disso que se trata - é de muito mau augúrio, para o nosso futuro colectivo, pior do que a crise financeira e económica global".
Imaginem!... Pior que a crise financeira e económica global! Estamos feitos ao bife - julguei que não havia nada maior que a crise económica e financeira. Mas há, diz o Senador!
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O MAMARRACHO QUE JÁ NÃO É

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. Finalmente, consertaram e pintaram o mamarracho junto ao Museu da Electricidade.
Deixou de ser mamarracho.

JOSÉ CALDAS E A HISTÓRIA DE PORTUGAL

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José Ernesto de Sousa Caldas nasceu em Viana do Castelo em1842, foi amanuense da Repartição de Finanças, e jornalista e escritor autodidacta. Aprendeu várias línguas, o que lhe permitiu estudar os clássicos e adquirir grande erudição. Interessado por temas clássicos e história local, escreveu vários livros, hoje pouco conhecidos. Republicano convicto e anticlerical assanhado – crítico violento da influência dos jesuítas - a sua obra retrata isso mesmo: é parcial quanto baste. A monarquia portuguesa não escapa à investida, desde os primórdios. Para quem gosta de conhecer todos os pontos de vista do passado, aqui fica um excerto do livro “História de um Fogo Morto”.
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[...]
Assim, os nossos melhores historiadores não são senão meros biógrafos do paço, sustentando com melhor ou pior habilidade a fama e o bom nome dos reis, que lhes pagam esses especiais serviços. A sua mesma orientação é já, de per si, um acto de suborno. A suposta ingenuidade de Fernão Lopes é uma arma de propaganda em benefício da causa de D. João I, em honra de quem, exclusivamente, D. Duarte lhe manda escrever aqueles capítulos. No intuito de avultar o heroísmo do seu personagem, omite ou esbate, de indústria, as circunstâncias mais essenciais. É muito de ver a má vontade com que fala, sempre que não pode deixar de o fazer, do socorro que Portugal recebeu, por aquele tempo, dos ingleses. Não podendo negar a sua importância, nem a influência das companhias que foram contratadas do outro lado da Mancha, e cuja organização e disciplina, produto dos regimentos especiais de Eduardo III, tão viva influência vêm exercer nas nossas instituições militares dos fins do Século XIV, Fernão Lopes, sempre absorvido na sua empreitada apologética, dá-lhes pouco relevo, dizendo, por exemplo, que, no que respeita a archeiros, os que nos vieram ajudar “forão poucos”, e só a carência absoluta em que estávamos deles, e não a sua notável perícia nas armas, no-los recomendou. Foi por “a necessidade em que o Regno estava”, adverte. Nas suas informações acerca da aliança do de Avis com o Duque de Lencaster, assim como a respeito da conduta, baixa e bifronte, havida com a adúltera, pelo homem que há-de ser mais tarde D. João I, chegando a pedir-lhe perdão de lhe haver assassinado o amante – pedido que Leonor Teles recebe com sorrisos de mofa e de desprezo, cheios de justa altivez -: isto tudo, sem dever esquecer-se a proposta de casamento, que esse mesmo homem lhe faz, jurando contentar-se dali em diante com o título de governador do reino, enquanto o filho da rainha D. Beatriz não chegar à maioridade: - toda essa conduta abominável, em que o sentimento de independência da pátria se atraiçoa e avilta num mercantilismo torpe e abjecto: - em tudo isso as deficiências do cronista são, do mesmo modo, intencionais. Não é uma história que lhe pedem e ele escreve; é a defesa de um cliente poderoso que ele faz. Tem de manipular um mito heróico, e não de descrever a figura humana de um indivíduo com virtudes, com vícios vulgares, com crimes, com heroísmos e com perfeições.
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José Caldas in "História de um Fogo Morto"
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PÁTRIA NOSSA

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. Berço de marinheiros
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CAPA DO DIA

Se o PGR não tinha de facto consciência das suas competências quando assumiu estas funções, se entende que não tem nenhuma capacidade de intervenção, então deve ser o PGR a tirar as consequências dessas suas declarações e quem o propõe para efeitos de nomeação – Paula Teixeira da Cruz.
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É preciso perceber que [Pinto Monteiro] não tem contribuído para a pacificação e para a clarificação da vida judiciária portuguesa... o PGR tem de tirar consequências daquilo que diz – Paulo Rangel.
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CONVICÇÕES POLÍTICAS

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. O bicho de direita só tem um partido. O de esquerda não tem nenhum partido!
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

LIVROS ABERTOS: EÇA AGORA

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As novidades literárias são escassas. Ruskin, o célebre crítico de arte, publicou um livro, que tem causado uma singular surpresa: é um livro íntimo, uma confissão, uma confidência – de quê? De sentimentos? De aventuras? De sofrimentos ou felicidades pessoais? Não: de despesas de casa! Não sabe a gente se há-de achar este livro um começo de imbecilidade senil ou um resto amável de candura infantil. A alta situação literária e crítica de Ruskin, personalidade original de grande relevo, aumenta o espanto. Imaginem o Sr. Alexandre Herculano publicando, de Vale de Lobos, um panfleto de duzentas páginas em que explicasse o que gasta em seus róis, quanto lhe custa a lavadeira, o que emprestou a fulano, a última conta do alfaiate, etc., etc. Uma coisa curiosa se vê no livro de Ruskin – é que gastou em poucos anos uma fortuna de duzentas mil libras! Parte por uma alta filantropia e uma santa caridade – e parte não sabe como; porque, diz ele, viveu quinze anos com tão sórdida economia, privando-se tão asperamente, que apenas gastava, pobre dele, trinta contos de réis por ano! Agora, diz, restam-lhe duzentos e cinquenta contos: acha que não vale a pena conservar uma soma tão mesquinha. Mete na carteira quinze contos para ir viajar este ano, e do resto faz duas partes –uma para dispersar em caridade, outra para empregar de modo que tenha para todo o futuro mil e quinhentos mil réis por ano: porque, diz ele, descobriu que todo o homem que não pode viver com este rendimento não é digno de possuir a vida.
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Eça de Queirós in "Crónicas de Londres" (Abril de 1877)
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ADOLF HITLER!!!

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Eh, eh, eh...

BOMBAS NO HARRODS

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.Os carros em cima, bloqueados pela polícia de Londres junto do Harrods, são de membros da família real do Qatar que comprou os armazéns por 1,8 mil milhões de euros. Os carros são um Koenigsegg CCXR – 1,4 milhões de euros – e um Lamborghini Murcielago LP670-4 SuperVeloce - 400 mil euros. Presume-se que os donos não devem ter dificuldade em pagar as multas.
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O MAIS POSSÍVEL!!!

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.Criação dos estudantes de design da escola "Colegiaturas", apresentada no Colombiamoda Fashion Show, em Medellin.
Catita!!!

PARA TUDO É PRECISO TER SORTE!

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Imagine que era Ministra, ou Ministro, da Educação e punham uma fotografia sua assim na capa do jornal. Gostava?!!!
Eu detestava, prontes.
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(Só dei um jeitinho ao sorriso para mostrar melhor o que quero dizer - batota insignificante!)
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


Este belo cisne vive no Reino Unido, no lago dos Jardins Hestercombe, em Taunton. Vem às páginas dos jornais e à Internet porque, aparentemente é um péssimo marido e pai. Teve uma primeira consorte – ou “sem-sorte” – que apareceu morta no lago, quando estava a chocar e não teve filhos. A segunda, "deu à luz" três cisnezinhos, mas raspou-se com a prole logo que pôde e nunca mais souberam dela. Com a terceira, viveu pouco tempo em comum – cedo começaram a dormir separados – e a pequena entrou em depressão. Depois morreu!...
Há suspeitas de que o malandro as trata mal e terá matado a primeira, pelo menos. A segunda foi mais esperta que ele. Quanto à terceira, há dúvidas entre a “morte matada” – cisnicídio ou suicídio - e a morte natural. Philip White, Chief Executive of the Gardens, está preocupado e conduz as investigações policiais!
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VINCENT VAN GOGH

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. A Sesta

PEÇA DE QUEIROZ

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Custa sempre bater num amigo. Sempre tive com ele o privar cordial e companheiro de alguém com a mesma formação e geracionalmente próximo.
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Mas o que me liga ao Carlos é tão distante já como o seu olhar superior e altaneiro, sempre posto num horizonte longe, indefinido, talvez ausente. Um olhar de iluminado, cientista e conhecedor que tem de contemporizar com a plebe assanhada e pobre, curtas pessoas de ideias pequenas, sem conhecimento nem saber para discutir as decisões doutas e autorizadas do grande Professor.
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O transcrito acima são trechos do post do cantor e compositor Pedro Barroso publicado no blog "Textos Longos", de apoio ao blog "Sorumbático" de Carlos Medina Ribeiro. Barroso foi colega de Queiroz no curso do antigo INEF e deixa-lhe amargas críticas. Aliás, não é preciso ter formação especial para perceber que o seleccionador nacional não tem perfil de líder, nem ambição de vencedor: é um apagado técnico vocacionado para desempenhar tarefas secundárias de apoio a verdadeiros orientadores de equipas.
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Leia o texto integral, clicando aqui.

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domingo, 1 de agosto de 2010

TORNEIO DO GUADIANA

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A COQUETTE

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A mulher coquette nasceu e educou-se em França, onde a civilização animou igualmente a corrupção dos costumes, e os progressos do espírito humano. Difundiu-se como uma praga pela nossa sociedade, e ei-la aí já adolescente, já matrona, já encanecida, já recatando as madeixas branqueadas sob os toucados elegantes; e todavia sem nome ainda português. É a coquette, a coquette sempre.
Se quiserdes, chamai-lhe a mulher janota. O nome não será mais nacional, mas será ao menos muito mais popular e conhecido.
A mulher coquette, ou a janota, a leoa, a pantera, que todos estes nomes lhe cabem na nomenclatura bárbara do bom tom, aspira ao ideal, ao belo, ao angélico, ao sedutor. Não vive para si, por isso não precisa do amor, nem do entusiasmo, nem do sentimento; deixa distenderem-se uma a uma todas as cordas que vibram cadenciadamente as harmonias íntimas da vida. A sua vida é toda exterior, toda quase alheia. Vive para conquistar, e não para amar; tem mais a peito esmagar com a sua vaidade, do que gozar com a sua ternura. Não ama, impõe-se como uma tirania ao amor alheio. Desde o primeiro alvorecer da juventude, sai como um conquistador a subjugar províncias estranhas, e divagando levianamente por todas elas, enleva-se na contemplação de seus extensos domínios, antes de eleger a capital onde deve exercer o seu império, ao declinar da beleza, e ao desfolhar das formosuras facticias.

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Trindade Coelho in "Tipos Nacionais"
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MINISTÉRIO PÚBLICO PORTUGUÊS É DELICADO

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Em Portugal o Ministério Público não entra na casa do poder e dos poderosos – nem sequer bate à porta para não incomodar.

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ÁFRICA

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QUANDO O MILAGRE ACONTECE

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COMER OU NÃO COMER SAPATOS

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A Associação dos Industriais de Calçado fez contas e estima que o preço dos sapatos vai aumentar 10% no próximo ano. Não disse bem 10%, mas “cerca de”.
Estamos no primeiro de Agosto, faltam 5 meses para o ano acabar, e até lá pode rebentar uma guerra mundial, derreter toda a Antárctica e o mar submergir a Europa, o Eng. Sócrates ser preso, ou ocorrer um dilúvio universal para apuramento das espécies, incluindo a dos industriais de calçado; mas a Associação, pela voz do seu presidente acabado de ser eleito, acha que os preços dos sapatos vão aumentar 10% (“cerca de") em 2011, prontes.
E porquê este aumento de “cerca de”? Pois não é evidente que se deve à desvalorização do euro? E ao aumento do custo da mão de obra e dos transportes na China?
Industriais de toda a Europa batem palmas com a desvalorização do euro por facilitar as exportações. Economistas lamentam o facto do euro não poder ser desvalorizado na actual conjuntura económica. E, agora que ele se desvaloriza espontaneamente, os industriais lusitanos de calçado acham mal. Porquê? Porque têm menos margem de lucro no produto acabado; porque recuperar disso com o acréscimo das exportações dá trabalho – demasiado trabalho; e porque pagam mais pelos Ferraris importados. Uma espiga!
Quanto à mão de obra chinesa, é verdade que a impensável reserva de trabalhadores baratos foi sobre-estimada em 100 milhões há 3 anos e, na realidade, seria de 50 milhões, números redondos. Mas isso não quer dizer que, nas condições sociais, laborais e políticas do país, o custo do trabalho possa crescer até afectar significativamente o custo dos produtos fabricados na Europa.
O recém eleito presidente da Associação dos Industriais de Calçado está a encher balões. São balões de ensaio como dizem os sindicalistas - a ver se cola um aumento substancial das chulipas no próximo ano. Pode sair-lhe o tiro pela culatra e ver-se na condição de ter que comer as ditas chulipas. Os construtores civis que lhe expliquem porque comem cimento.
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PINGOS DE CASCAIS

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RIOS SUBMARINOS


A partir do Mediterrâneo, atravessando o Estreito do Bósforo e a desaguar no Mar Negro, corre um enorme rio submarino com 56 Km, mais de 30 metros de profundidade nalguns trechos, e caudal de 22.000 metros cúbicos por segundo, 10 vezes superior ao Reno, o maior rio da Europa. No fundo do mar, tem leito, margens, partes largas e partes estreitas - algumas até com rápidos e cataratas – e corre exactamente como os rios em terra, seguindo por vales e contornando os pontos mais altos do terreno. Arrasta consigo grande quantidade de compostos indispensáveis à vida em certos locais - comporta-se como as artérias dos animais alimentando os tecidos, neste caso a fauna e flora locais.
O fenómeno geográfico foi descoberto por Dan Parsons, investigador da Faculdade da Terra e do Ambiente, da Universidade de Leeds, quando realizava explorações do fundo oceânico com robôs. Segundo o Dr. Parson, existirão outros rios semelhantes no planeta, nomeadamente ao largo do Brasil, onde poderá correr o maior de todos, com mais de 4.000 Km de comprimento e vários de largura. Admite-se que se tenham formado quando o nível da água do mar era mais baixo e mantiveram as correntes depois de submersos. Como se o Tejo fosse engolido pelo Oceano Atlântico, desde a nascente até ao Bugio, e mantivesse o curso e caudal, com as cheias periódicas do Ribatejo e as albufeiras das barragens debaixo da água do mar! Apenas um nadinha mais salgado.
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Figura: Imagem de radar, artificialmente colorida, do rio submarino ainda sem nome – Estreito do Bósforo, à entrada do Mar Negro.
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