i) O aumento da temperatura global média, entre 1900 e 2014 (mais de um século), foi de 0,8 graus centígrados.
ii) O gelo árctico diminuiu, mas o antárctico
não.
iii) Os modelos de estudo das alterações climáticas fizeram previsões que se mostraram
erradas: estimativas exageradas da subida da temperatura na troposfera tropical (inferior, de facto, ao previsto),
enquanto a subida no Árctico foi maior que o esperado.
iv) No passado, já ocorreram outras fases de aquecimento, embora menos rápidas.
v) O actual nível de CO2 na atmosfera
é, "quase de certeza", sem precedentes no último milhão de anos; mas é
"quase de certeza".
vi) Antes disso, houve temperaturas globais mais
altas que actualmente.
vii) A subida da temperatura depois de 2000 desacelerou, mas
considera-se esse fenómeno sem significado.
Tudo que aí vai escrito consta de um livro intitulado
"Climate Change - Evidence & Causes", editado pela Royal Society e pela US National Academy of Sciences.
Não estou em condições, nem tenho qualificação, para
fazer comentários. As afirmações citadas são explicadas de forma que me parece
frouxa, mas isso deve ser resultado da minha ignorância.
Ao ler o livro, lembrei-me de algumas frases. A primeira,
do frade franciscano Guilherme Ockham, conhecida por Lei da Parcimónia, também
por Navalha de Ockham, que diz, mais ou menos, o seguinte: as coisas não devem
ser complicadas além da necessidade, ou seja, deve escolher-se a teoria que
implique o menor número de premissas e de entidades. Einstein, por sua vez,
achava que as coisas devem ser tornadas o mais simples possível, mas não mais
simples que isso. E Kai Krause, pioneiro do software, escrevia há dois anos que
não há nada mais complicado que a simplicidade.
Olhando para o livro, penso em Ockham, Einstein e Krause,
fico hesitante e não opino—abstenho-me.
.

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