O
papiro reproduzido em cima é a carta
escrita em grego, há 1.800 anos, por um soldado egípcio a prestar serviço
voluntário numa legião romana (Legio II Adiutrix), na região onde é a
actual Hungria. O alistamento de voluntários era frequente, para beneficiarem
da alimentação e alojamento. Provavelmente, Aurelius Polion—era o seu nome—não esperava ir parar tão longe da sua
terra, a cidade egípcia de Tebtunis.
Na carta lê quem sabe que Aurelius estava desesperado com
a falta de notícias da família—a mãe, padeira, a irmã e um irmão. A páginas
tantas escreve assim: "Rezo dia e noite para que vocês estejam bem de saúde e peço
a todos os deuses por vós. Não paro de vos escrever, mas vocês não pensam em
mim". E acrescenta que já é a sétima carta sem resposta e, por isso, vai pedir
licença ao comandante para voltar e lembrar-lhes que é irmão deles.
O documento foi descoberto há mais de um século, mas na
altura o número de achados era tão grande que não a traduziram. Foi
agora decifrada por um papirologista americano.
É curioso o documento pela forma como revela serem alguns
problemas eternos. Naquela época, sem Skype e sem emails, eram mais complicados.
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