sexta-feira, 7 de março de 2014

O MUNDO MUDA POUCO

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O papiro reproduzido em cima é a carta escrita em grego, há 1.800 anos, por um soldado egípcio a prestar serviço voluntário numa legião romana (Legio II Adiutrix), na região onde é a actual Hungria. O alistamento de voluntários era frequente, para beneficiarem 
da alimentação e alojamento. Provavelmente, Aurelius Polion—era o seu nome—não esperava ir parar tão longe da sua terra, a cidade egípcia de Tebtunis.
Na carta lê quem sabe que Aurelius estava desesperado com a falta de notícias da família—a mãe, padeira, a irmã e um irmão. A páginas tantas escreve assim: "Rezo dia e noite para que vocês estejam bem de saúde e peço a todos os deuses por vós. Não paro de vos escrever, mas vocês não pensam em mim". E acrescenta que já é a sétima carta sem resposta e, por isso, vai pedir licença ao comandante  para voltar  e lembrar-lhes que é irmão deles.
O documento foi descoberto há mais de um século, mas na altura o número de  achados era tão grande que não a traduziram. Foi agora decifrada por um papirologista americano.
É curioso o documento pela forma como revela serem alguns problemas eternos. Naquela época, sem Skype e sem emails, eram mais complicados.
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