Leio que se realizou um debate, promovido pelo CDS-PP,
sobre a calçada portuguesa. Um arquitecto da Câmara da capital, falando sobre
"O Fado da Calçada Portuguesa", disse que essa calçada provoca
quedas, exige manutenção muito cara e trabalho feito por profissionais que não
existem—haverá 4 (quatro!) calceteiros qualificados no País.
Luís Marques da Silva, membro do "Fórum
Cidadania Lisboa", que
se opõe à substituição da calçada, arrasou todos: informou os presentes e o
mundo que "já teve acidentes em pisos que não eram de pequenas pedras de calcário"—pode ter escorregado
na banheira, dado um batecu quando foi à Serra da Estrela ver a neve, ou caído
nas escadas do Santuário do Sameiro, palpito eu. Também já tropecei no tapete
da sala e, mesmo assim, sou contra a calçada, prontus. Mas o Senhor Marques da Silva reconhece que a calçada está mal colocada e por isso gera tantos problemas. É isso mesmo, Senhor Marques da Silva: é desses "tantos problemas" que nos queixamos. E também nos queixamos, e ainda há pouco o escrevi aqui em baixo, que "lidar com a incerteza e estar asininamente agarrado a ideias velhas é o drama que nos rodeia diariamente". É o problema da precariedade, Senhor Silva!
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