A UNESCO estima que mais de metade das 6.000 línguas do mundo podem estar extintas no fim do Século. Um estudo da Penn State University e da Oxford University encontra relação entre o desaparecimento de espécies animais e vegetais e a extinção de línguas, sendo que mais de 4.800 línguas actuais se concentram em áreas de grande biodiversidade.
A principal causa do fenómeno da morte linguística é a
expansão do inglês. Em qualquer hotel da Tuquia, de Portugal, ou da China, os
estrangeiros são recebidos por pessoal que fala inglês com eles sem sequer
saber donde são. É de tal modo usado por povos cuja língua nativa é diferente
que o controlo do inglês começa a escapar aos povos de língua inglesa—está a
nascer um inglês macarrónico com que os native
speakers têm de se conformar. É o preço de não terem de aprender outro
idioma.
Neste momento, por pressão da UNESCO, existe o objectivo de cultivar o poliglotismo. É fundamental, segundo parece. Diz-se
que Carlos V, Imperador do Sacro Império
Romano-Germânico, falava espanhol com Deus, italiano com as mulheres, francês com
os homens e alemão com o cavalo. Aí está! Um bom exemplo!
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