A austeridade mata, como dizia o agora infelizmente calado Dr. Soares, citando o Papa Francisco de que tanto gosta—depois de Obama, está bom de ver, embora Obama tenha nos últimos tempos lançado umas bombitas no Iraque, coisa que o Dr. Soares não aprecia. Mas é da austeridade mesmo que quero falar porque o Dr. Costa também falou.
Num jantar na Costa de
Caparica, Costa reafirmou a ideia de que é necessária "uma alteração
profunda das políticas de austeridade do actual Governo, com uma aposta no
investimento, no emprego, na educação, na qualificação profissional e em
sectores estratégicos da economia portuguesa como o turismo, entre
outros". Passando por cima do vazio de tais generalidades, sobre matérias que
Costa nem sabe bem do que fala, senti um frémito ao ler a referência à aposta
no investimento. Aí, Costa sabe do que fala porque foi membro de um governo
presidido por grande especialista no investimento produtivo. O Zezito, Primeiro-Ministro
eleito pelos portugueses iluminados pelo
Espírito Santo, foi o mais inspirado investidor português dos últimos 600 anos,
depois do Infante D. Henrique, Duque de Viseu, também ele Senhor da Covilhã.
Com Costa, o caminho está
traçado. Não vamos ter ouro, cravo e canela, não senhor; mas está garantido chumbo
da troika, nenhuma no cravo e todas na ferradura e caneladas—muitas! Ah ganda
Costa!
Ave,
Costa, falleruti te salutant.
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