Assisti, entre o espanto e o terror, aos sucessivos golpes fatais que o governador do Banco de Portugal foi dando no seu Novo Banco/Banco Bom, no qual ordena, suspende, despede, congela, confisca, rapa, tira, põe e dispõe, perante uma administração sem voz nem poder próprio. E assisti igualmente ao silêncio oportunista do Governo, lavando as mãos do assunto para que—no caso de tudo correr mal, como fatalmente irá correr—poder dizer que foi o “regulador”, no uso da sua competência própria, quem, após várias manobras desastradas que só serviram para lançar o pânico a bordo, afundou o navio. Brincam com o fogo. [...]
Miguel Sousa Tavares in "Expresso"
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