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Acabou o primeiro acto da
peça "Face Oculta". Segue-se o intervalo costumeiro. No segundo acto
teremos o recurso para a primeira instância, depois o terceiro acto no Supremo,
o quarto no Constitucional, o quinto num qualquer tribunal da União Europeia, o
quinto na Assembleia-Geral das Nações Unidas, o sexto no Juízo Final e depois o
que mais virá e não conheço ainda. Tudo visto e resumido, coisa para 50 anos de
manobras dilatórias a encanar a perna à rã.
Entretanto, os causídicos
batem palmas perante a perspectiva. Godinho já disse que está falido. Os outros para lá
caminham. Mas enquanto houver um português com dinheiro, um condenado em
choque, um "inocente" em risco de ir de cana, a revolução continua
até ao último cêntimo.
Justiça é Justiça, direito
do contraditório é sagrado e ninguém vai preso antes do trânsito em julgado.
Mas há neste momento personalidades dentro do círculo a apertar o cerco, com a área de conforto
a diminuir, sem conseguirem sair de lá. Não é que temam ser presos, não
senhor. Pior que isso. Estão apavorados é com a ideia de serem depenados.
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