terça-feira, 22 de agosto de 2017

TER A BOMBA NÃO É PODER USAR A BOMBA

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Fig. 1
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A imagem mostra o que se pensa ser um míssil do Coreia do Norte. Como pode ver-se, é quase tudo veículo, sendo apenas uma pequena parte destinada ao transporte da bomba. É muto difícil miniaturizar a bomba atómica até àquele nível, mas parece que isso já foi conseguido por Pyongyang.
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...Fig. 2

O grande problema, contudo, parece ser o da viagem do míssil e da bomba até aos Estados Unidos (Fig. 2). É fácil pôr um míssil no espaço, mas muito difícil trazê-lo de volta. O míssil sai da atmosfera terrestre, primeiro, para depois voltar a entrar nela em direcção ao alvo; entrada que se faz a velocidade superior a 6 km por segundo, sendo o atrito com a atmosfera fatal, porque "queima" literalmente a bomba. É duvidoso que a Coreia já tenha resolvido esse problema, o que não significa que o não resolva (Fig. 3).

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Fig. 3
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Finalmente, e para referir apenas os grandes problemas do lançamento de ataques com mísseis intercontinentais, acresce a necessidade de defesa contra os mísseis de defesa dos Estados Unidos; por exemplo, o lançamento simultâneo de mísseis armados e não armados, impossíveis de distinguir, ou rotas sinuosas, em zig-zag, o que é tecnicamente muito difícil para a Coreia, neste momento, conseguir — acertar no alvo com precisão aceitável usando rotas rectas já é difícil; quanto mais com rotas às curvas!
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Fig. 4 - A bomba
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Tudo isto está muito bem explicado no The New York Times de hoje — muito interessante.
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