domingo, 20 de maio de 2018

OS MAUS E OS BONS

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Tage Rai, do MIT, escreve no AEON Magazine um artigo intitulado "How Could They?" É longo, mas muito bom. Vale a pena ler. Começa assim:

No livro "Demónio: No Interior da Violência humana e Crueldade", o psicólogo Roy Baumeister diz que as pessoas acreditam que muito dos praticantes de violência são sadistas, com prazer no sofrimento de vítimas inocentes. Especialmente nos crimes mais hediondos, é difícil não ver os seus executores como pessoas más: monstros desumanos destituídos de sentimentos morais básicos. O autor chama a este fenómeno o "mito do demónio puro". E chama mito porque não é verdade.
A despeito da crença generalizada da sua existência, o sadismo é tão raro que nem é sequer um diagnóstico psiquiátrico oficial. O mais próximo é a psicopatia, mas esta não é caracterizada pelo prazer malévolo do sofrimento dos outros.
Reconhecidamente, o psicopata não tem emoções morais e empatia em relação às vítimas. E pode ser muito violento: em estudos em larga escala, constatou-se que 10% dos crimes violentos são cometidos por gente com psicopatia, embora a sua percentagem na população geral seja inferior a 1%. Claramente, o psicopata ultrapassa a probabilidade de fazer o mal.
Mas tal ainda deixa a maioria do crime violento sem explicação. Os não psicopatas causam mal ao próximo em muito maior número que os psicopatas. Essas pessoas não são monstros. O que as motiva?

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Pode ler o resto clicando no link em cima.
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