domingo, 9 de março de 2014

LINGUAGEM PAQUIDÉRMICA

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Investigadores da Universidade de Oxford constataram que elefantes do Quénia adquiriram a capacidade de dar alarmes específicos para alguns perigos. Depois de gravarem sons da tribo Samburu, reproduziram o registo próximo de elefantes da área. Seguiu-se a debandada dos animais, acompanhada da emissão de roncos, sempre os mesmos (pode ouvi-los aqui). Por outro lado, a reprodução do registo desses roncos, noutro local e com um grupo diferente de elefantes, provocou igualmente a debandada, também com emissão dos mesmos sons.
Poderá dizer-se que é uma reacção estandardizada dos elefantes, na eminência de perigo. Mas tudo indica que não. Há outras observações a apontar para a possibilidade de alguma especificidade dos alertas. Por exemplo, em relação à ameaça de enxames de abelhas. Nesse caso, os elefantes fogem e agitam violentamente as cabeças, como para sacudir as atacantes, e os roncos são diferentes e desencadeiam a mesma reacção noutros grupos.
Isto é, haverá um aviso de alerta contra homens e um aviso contra abelhas, pelo menos; o que traduz alguma subtileza de linguagem nos paquidermes!
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