sexta-feira, 8 de maio de 2015

A NANDINHA É QUE SABE

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Falava ontem dos "campeões da antidiscriminação", como lhes chama João Miguel Tavares, e dizia que anda por aí uma fúria contra a limitação de doar sangue para alguns homossexuais masculinos, como se estivéssemos a falar de discriminação gratuita (que não é). Uma das campeãs da antidiscriminação—não podia deixar de ser—é, naturalmente, Fernanda Câncio, autointitulada jornalista, significando isso que a classe tem o que merece (na generalidade, acrescente-se).
Por razões de ordem higiénica, não costumo ler a prosa da Nandinha. Mas hoje, pelo título da "peça" dada à estampa no "Diário de Notícias", percebi que escrevia sobre a matéria, na qualidade de campeã. Fui ver, mas a neve não caía branca e leve—era só chuva de molha-parvos. Na "peça" referida, a menina começa por contar dois casos que os anglo-saxónicos classificariam de anecdotal, por constituírem dados sem qualquer significado estatístico para tirar ilações. Equivalente a dizer que todos os jornalistas só dizem burrices porque a Nandinha só diz burrices. Tal e qual.
E depois de um arrazoado de afirmações asininas, onde refere não serem pedidos exames de controlo a cidadãos não incluídos nos grupos de risco, avança com este arrincanço: "Sejamos claros: as decisões em matéria de sangue devem ser científicas e não ideológicas. Não faz sentido ser o Parlamento a ditá-las, ou transformá-las numa batalha pelos direitos dos homossexuais, mas também não podem continuar a fundar-se na moral conservadora." 
Ou seja, nem o Parlamento, nem o Instituto Português do Sangue, podem decidir nada sobre a matéria vertente porque, ou se fundam em matéria ideológica, ou em moral conservadora. E o Instituto Português do Sangue porque não percebe nada do que anda a fazer—ele e os homólogos estrangeiros. A Nandinha é que sabe, embora não explique para ficarmos todos esclarecidos. Óh égua!... Que mal fizemos nós para merecer tal sorte?
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