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É noite, hora de
pensar em coisas soturnas. Falo nisto porque li há minutos uma pergunta típica
da noite. Um fabiano, talvez inspirado por uns copos de água do Luso,
perguntava num site o seguinte: "O
universo, provavelmente, vai acabar um dia. Devemos começar a pensar nisso?"
Pensando bem, o
tipo deve ter ingerido muitos mais copos de água do Luso do que estava a pensar quando comecei
a escrever. Primeiro, porque o sacrista, embora não esteja muito certo, acha
que o universo acabará um dia. Depois, porque pensa ser possível fazermos
alguma coisa para o evitar, se isso vier a acontecer.
É idiota a
conversa, mas fez saltar uma faísca no meu encéfalo (por analogia). Inexplicavelmente,
ou talvez não, fiz outra pergunta: "O PS, provavelmente, vai ganhar as próximas
eleições legislativas. Devemos começar a pensar nisso?"
Aí está matéria
para pensar e estragar um sono que podia ser descansado.
É claro que o fim
do universo será—se for—um bocado mais tarde; mas as eleições em causa, embora
mais cedo, têm consequências muito piores.
Prefere o leitor
ficar entalado no ventre de um buraco negro, esmagado por um sextilião de
toneladas, ou voltar a ouvir—de manhã, à tarde e à noite—o Galamba, a Belinha (Moreira),
o Santos Silva (o outro!), o Silva Pereira (da beiça), o Coelho (do há-dem) e o 44?
Antes o buraco
negro.
Definitivamente!...
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