O terramoto de 25 de Abril no Nepal arrasou muitas casas
em Katmandu, destruiu património da humanidade, desencadeou avalanches no
Evereste e matou milhares de seres humanos—talvez dezenas de milhares.
O Nepal está na zona de junção das placas tectónicas
Indo-Australiana e Euro-Asiática, sendo por isso local de grande risco sísmico.
A colisão entre as placas deu origem aos Himalaias e o atrito e choque entre
elas desencadeia repetidos terramotos.
Este teve 7,8 graus na escala de Richter e foi o segundo
mais forte desde 1934, quando ocorreu o de Biar, estado da Índia, com 8,2 graus,
matando cerca de 10 mil pessoas.
As placas tectónicas podiam estar quietas que não se
perdia nada. Mas não estão, como se vê—andam num "levante" e ninguém
as pára. Se não fosse tal "levante", talvez pudéssemos ter um só continente,
o que facilitava muito as viagens. Vejam lá que a África e a Europa se
separaram em tempos das Américas, ou vice-versa, deixando no meio tanto mar—o
tal de que fala Chico Buarque.
Na imagem em cima, vêem-se muito bem as placas e seus
limites e a localização aproximada do Nepal. Que o dono disto tudo lhes valha é
o que desejo. Melhor seria que nem nem fosse preciso valer-lhes.
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