sábado, 21 de março de 2015

FOGO DE ARTIFÍCIO

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António Costa diz que a economia e as famílias estão esmagadas pela pressão fiscal, fruto da total insensibilidade, traduzida, por exemplo, na recusa da manutenção da cláusula de salvaguarda do IMI, que resultou num aumento brutal daquele imposto. É verdade, ou anda lá perto.
Apontou ainda a mesma insensibilidade do Governo na recusa da suspensão das penhoras das casas de moradas de família e na não redução do IVA para a restauração. Também é verdade, ou anda lá perto.
Mas Costa acrescentou: Ao mesmo tempo que tudo isto acontece, a pressão sobre famílias e sobre sectores económicos, há a criação destes mecanismos VIP, como se as famílias e os sectores da restauração não fossem VIP.
Foi um grande "desarrincanço" este, genuíno tiro de pólvora seca. A pergunta é: Costa só tem isto para dizer?
Num País à beira da agonia financeira, económica e social, a oposição faz seu cavalo de batalha uma trampa qualquer que tem a ver com a protecção do sigilo fiscal de uns e não de outros, para evitar que funcionários da Autoridade Tributária, militantes da esquerda, andem a chafurdar nos registos fiscais de figuras públicas, políticos, talvez de presidentes de clubes de futebol e outra tropa. Caso para dizer: se só isso preocupa a oposição, que há uma semana não fala de outra coisa, a conjuntura não está tão mal como parecia.
Dai-nos, Senhor, qualquer coisa um nadinha melhor que o Costa. Não é pedir muito!
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