sábado, 21 de março de 2015

FAZER DOS OUTROS PARVOS

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O Governo grego está nas lonas. Os agiotas que podem emprestar dinheiro querem garantias de que não vai ser gasto a pagar pensões a pessoal com profissões de desgaste rápido—como cabeleireiras—e os gregos dizem que sim, que vão reformar o Estado. Não reformam. Chegam a casa, aumentam ordenados e pensões, oferecem electricidade a milhares de famílias e gritam a plenos pulmões abaixo a austeridade, abaixo as "instituições", abaixo a vaca da Merkel.
É bonito, mas os agiotas não gostam porque são agiotas e têm mau feitio. Os governantes progressistas helénicos pedem nova audiência e dizem que o povo está com fome, indignado e sem  dignidade, descalço, roto, até nu. Farão reformas mas, de momento, o que é mesmo urgente é dinheiro vivíssimo. As "instituições", Dijsselbloem (raio de nome!) e a vaca da Merkel apresentam-lhes as armas de S. Francisco—Queres fiado? Ora toma!
Catarina Martins, António Costa e similares indignam-se. O Dr. Soares cita Francisco e diz que a austeridade mata. Passos Coelho fala de conto de crianças. Boaventura Sousa Santos também fala, mas não diz nada—como habitualmente.
Apraza-se novo encontro entre o cachecol Burberry e a cadeira de rodas. Schäuble quer factos, Varoufakis quer dinheiro—que sim, que há reformas na calha, rebabá. Não há.
Há pachorra para isto? Também não há!
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