A revista Scientific American é uma respeitada publicação de divulgação científica, fundada em 1845. Publica textos de grande qualidade e conta, entre os seus colaboradores, com gente ilustre—Einstein também lá escreveu. Mas os tempos mudam, o conhecimento avança, descobrem-se coisas novas, o método científica apura-se e o que era aceitável ontem é hoje caricato.
A página reproduzida ao lado contém um artigo—destacado
na imagem—onde se fala de nova forma de prevenir e tratar doenças. É um
documento com valor para quem quer perceber como muda a ciência,
neste caso em pouco mais de 150 anos.
Em resumo, diz assim:
Anunciamos uma maneira nova de tratar doenças que põe
todos os outros sistemas na sombra. É sabido que estes, apesar da fama, têm
pouca eficiência; praticamente todos os doentes que se curam com tratamentos
médicos, curar-se-iam também sem eles e é bem verdade que as doenças fatais não
são influenciadas pondo medicamentos no estômago. Mas o nosso sistema é eficaz;
cura a maioria das piores doenças do homem e previne-as. É tão simples como
eficaz; nada mais que fazer uma bolha na palma da mão. A bolha não deve ser feita
com cantáridas ou outros irritantes, mas com fricção acompanhada da contracção
e extensão dos músculos alternadamente. Se a operação produz sudação entre as clavículas e na fronte, é mais
eficaz. Quase todas as substâncias sólidas podem ser empregadas para fazer a
fricção, embora se tenha descoberto que o melhor corpo para o efeito é o cabo
duma ferramenta, como um martelo, serra, ou plaina; sendo o melhor de todos um
arado.
Com o devido respeito pela instituição, pode dizer-se que
a ideia não lembra ao Diabo.
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