terça-feira, 30 de novembro de 2010

FRANCISCO LOPES O PENSADOR

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Não conheço Francisco Lopes de lado nenhum. Nem da tropa. Mas acho Francisco Lopes uma ternura. Estou desconfiado que quem me lê estará a perguntar quem é Francisco Lopes! Em caso afirmativo, não há desculpa nem pachorra. Francisco Lopes é o candidato à Presidência da República que declarou hoje: “Cada voto na minha candidatura contribui para que Cavaco Silva não seja eleito”. É profunda esta! Eu diria mais: cada voto em Defensor de Moura, com o seu 1% nas sondagens, também contribui. O mesmo para Alegre e Nobre! Já alguém tinha pensado nisto? Está na cara que não. E mais: se todos votarem em Francisco Lopes, ele é eleito por unanimidade; e se só a maioria votar em Francisco Lopes, ele é eleito por maioria.

Mas onde esteve este pensador, político, politólogo, filósofo e militante do PêQuêPê até agora? Dizem-me que é o braço direito de Jerónimo de Sousa o que explica tudo: Jerónimo só brilha como brilha, graças à orientação espiritual deste guru.

Não queria falar de mais nada, para não diluir o brilho da frase lapidar de Francisco Lopes, mas há outra coisa que merece reflexão e é um aviso. Referindo-se à Irlanda, declarou: A Alemanha não está a ajudar, mas a “pegar um bocado na corda para que a Irlanda se enforque mais depressa”. Aí está!... A Alemanha não está a pegar na corda toda mas, ainda assim, está a pegar um bocado na corda. Nunca poderemos saber se com Portugal, caso a Alemanha venha a ser chamada para pegar na corda, a Alemanha pega só um bocado na corda, ou pega na corda toda. Dependerá do calibre da corda, digo eu, e da dimensão da mão do boche encarregado pela Senhora Merckel de pegar na corda. Porque não há dúvidas em ninguém que com a besta que nos governa, a forca é mais que certa.
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