segunda-feira, 22 de novembro de 2010

LAVANDARIA LUANDA

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Trinta e sete embaixadas em Washington estão sem nenhuma conta bancária, porque os bancos com quem trabalhavam as encerraram e porque outros bancos se recusam a abrir novas contas.

O primeiro país a ser vítima da medida foi Angola que tem reclamado junto da Secretaria de Estado sem sucesso – o governo americano não tem capacidade de dizer aos bancos que clientes podem aceitar ou recusar. Tem, isso sim, competência para incriminar bancos através de cujas contas sejam praticadas operações de lavagem de dinheiro e de apoio ao terrorismo internacional. E os bancos consideram que, com certos países, as medidas necessárias para controlar essas possibilidades são demasiado complicadas e dispendiosas para justificar ter contas abertas.


No caso de Angola, parece que a corrupção generalizada e as fracas medidas anti-lavagem de dinheiro no País, bem como o grande predomínio de movimentos bancários suspeitos feitos em dinheiro vivo, tornam os controlos complicadíssimos.

As embaixadas encontram-se impossibilitadas de pagar as contas e a de Angola teve de cancelar as celebrações do 35º aniversário da independência, a 16 de Novembro, por falta de cacau.
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