quarta-feira, 24 de novembro de 2010

FLATULÊNCIA ARROTOS E SACANICE

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Kim Jong-Il continua a fazer da loucura a principal exportação da Coreia do Norte. Com um PIB inferior ao da Costa Rica e cerca de metade do Sudão, dispõe do maior exército do mundo em número de efectivos ao serviço, e enriquece urânio para construir a bomba atómica. E tem ali ao lado um parceiro sobre quem descarregar fúria bélica, o que é fundamental para o regime. Consegue manter a população faminta mobilizada contra os putativos inimigos do Sul que querem destruir a pátria, e receptiva para sofrer mais privações em nome do patriotismo. Adicionalmente para aceitar mexidas nas cúpulas, encaradas como jogadas de génio do grande timoneiro.

Mas o País não tem nenhumas condições económicas para se envolver numa guerra clássica contra a Coreia do Sul apoiada pelos Estados Unidos. O tempo da velha Guerra da Coreia já lá vai e a China, neste momento, não tem mais pachorra para se envolver com o querido líder em guerras – as guerras da China são agora outras. E uma guerra de guerrilha está ainda mais fora de causa.

O que Kim Jong-Il quer é montar um cenário em que o filho, herdeiro do trono da Monarquia Popular Democrática, saia consagrado como herói pela sua acção no difícil combate com os capitalistas. Mais nada. Os Estados Unidos até enviaram uma esquadra com o porta-aviões George Washington para lá. Vejam o prestígio que isto dá ao petiz!

Tudo aquilo não passa de flatulência e arrotos. E sacanice; muita sacanice.
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