quinta-feira, 27 de julho de 2017

TEMOS CABEÇAS PEQUENAS

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O astrónomo Neil deGrasse Tyson disse um dia: "O Universo não tem nenhuma obrigação de fazer sentido para vocês". E a verdade é que não faz e, provavelmente, nunca fará.
As distâncias em Astronomia medem-se em anos-luz, ou seja a unidade é a distância percorrida pela luz num ano, sendo que a velocidade da luz é de 299.792.458 metros/segundo, o que significa que, num segundo, percorre quase 300.000 km. Agora, multiplique-se 300.000 km pelo número de segundos que 1 ano tem e temos a unidade de distância usada no Universo. Recorde-se, por exemplo, que a distância do Dubai a S. Francisco, quase igual ao diâmetro da Terra, é de "apenas" de 12.874,75 km — isto diz-se, mas não cabe na cabeça.
A estrela que está mais perto de nós chama-se por isso Proxima Centauri e está a 4,25 anos-luz da minha rua, da sua e da Assembleia da República, mais coisa, menos coisa. Isto cabe na "pinha" de alguém? Não cabe!... E ainda não saímos da vizinhança.
Mas o Universo não tem culpa porque, muito provavelmente, não foi ele que quis ser tão grande; como também ninguém nos perguntou se queríamos ser tão pequenos. Foi assim e pronto — é a vida, diria o Secretário-Geral da ONU.
O Homo sapiens terá 200.000 anos(±) e, embora esteja muito contente com os feitos espaciais, ainda não saiu do pátio da casa — veja-se na gravura em cima até onde conseguiu enviar naves não tripuladas. É curto! Temos de andar mais depressa.
Como?!!!
Perguntem ao Marcelo.

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