O inefável Baptista Bastos marca hoje a habitual presença no "Diário de Notícias" com mais uma das suas inspiradas crónicas, prenhes de estilo barroco. BB é um plumitivo de se lhe tirar o chapéu; não um chapéu qualquer, mas um chapéu de coco.
E em defesa de quem sai BB na crónica?
Esperava tudo menos que o leitor fosse arguto ao ponto de ter já adivinhado que BB sai em
defesa de D. Januário Torgal Ferreira! É verdade!
BB está magoado com Vasco Pulido Valente, a quem chama Vasco "PV" e que diz ser um comentador em círculo concêntrico, expressão
bem sonante a BB para a sua rebuscada prosa, mas que, infelizmente, não faz qualquer sentido geométrico ou literário.
E porque está BB irritado com Vasco Pulido Valente? Pois, porque O bispo das Forças
Armadas tem sido um alvo preferencial de
Vasco "PV", asfixiado de dogmas, de mal-entendidos e de rancores
doentios, uma ruína melancólica sem graça e sem grandeza. Tal e qual!
Vasco Pulido Valente não sabe, mas está asfixiado de
dogmas, de mal-entendidos e de rancores
doentios. BB, não está - tomamos nós nota. Mas o que mais comove é o cuidado
que BB põe no respeito pela hierarquia católica. Em dado passo diz esta coisa
cheia de ternura: Vasco "PV"
ignora as declarações proferidas pelo próprio cardeal-patriarca, além das de
outras figuras da Igreja, que não têm prendido os adjectivos para castigar este
Governo.
Depois de D. Januário Torgal Ferreira, e ainda antes de Karl Marx e Vladimir Ilitch Lenin, a pessoa que BB mais admira, estima e respeita é o cardeal-patriarca; além,
claro, de outras figuras da Igreja. Tais
figuras são objecto de merecido respeito por parte de BB, por tudo; mas
principalmente porque não têm prendido os adjectivos para castigar este
governo.
Peço desculpa aos leitores menos atentos por meter este aparte
aqui, mas não posso deixar que lhes escape esta pérola de estilo que é o não têm
prendido os adjectivos para castigar este governo. Quem escreve assim foi, no mínimo, sargento amanuense na tropa: de certeza!
Mas voltando à substância, e para terminar porque me vou
alongando, BB acha que Vasco Pulido Valente desta vez foi longe demais e
escreve: No vitupério quase quis calar o bispo. O que me pareceu excessivo sem
deixar de ser perigoso. Numa altura pesada de ameaças à livre expressão; numa
situação na qual se têm registado sinais e factos censórios, a denúncia de quem
discorda é extremamente delicada. É difícil acompanhar o raciocínio de BB, de deslumbrados que ficamos com o estilo soberbo da prosa. Na qualidade de admirador do seu
pensamento, daqui lhe solicito oficialmente que modere os dotes literários quando
escreve no "Diário de Notícias", de modo a não ofuscar com a forma a
excelência do conteúdo. Por favor,
prenda um nadinha os adjectivos.
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