domingo, 7 de outubro de 2012

1 + 1 = 2


.A célebre página 362, onde termina a demonstração de que 1+1=2
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Os pais de Bertrand Russel morreram misteriosamente quando era criança. Tinham um escandaloso ménage-à-trois com um sinistro cientista amador (?). Russel foi viver com os avós, uma senhora pia e severa e Lord John Russel, Primeiro-Ministro de Inglaterra por duas vezes. A avó "educava-o" e o avô não lhe ligava.
Russel procurava alhear-se daquele horror refugiando-se na abstracção da Matemática que o salvou do suicídio, segundo confessa mais tarde. Adolescente ainda, foi para Cambridge, onde a Matemática que ali se ensinava o desiludiu, convencendo-o de que tudo carecia de  reforma.
Em 1900, no Congresso Internacional de Matemáticos, assiste a uma discussão entre Henri Poincaré e David Hilbert, os dois grandes matemáticos da época, sobre a importância da intuição face à prova na Matemática e enche—completamente!
Regressa à Pátria e passa uma década a trabalhar com Alfred Whitehead, a escrever o clássico tratado—épico!— “Principia Mathematica”. São milhares de páginas, 362 das quais para demonstrar que 1+1=2. Para complicar, a notação é diferente da actual, muito mais complicada—impenetrável.
Mas nem tudo é assim: há algumas passagens simples de perceber. Se não se sabe nada sobre a noção de infinito  os autores explicam: faça o check in  no Hilbert's Hotel, com número infinito de quartos e pode, por isso, acomodar sempre mais hóspedes, mesmo quando o hotel está cheio—fácil, está a ver! E também trata do paradoxo do barbeiro de Sevilha que barbeava todos da terra que não se barbeavam a si próprios e que ficava sempre fora da regra, quer se barbeasse a si próprio, quer não se barbeasse a si próprio.
Encorajo vivamente o leitor a comprar o livro de Russel na "Amazon" onde o preço varia entre 29 e 919 dólares, sugerindo que compre este último, pois é hardcover e faz mais toilette.
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