terça-feira, 9 de outubro de 2012

MATUSALÉM DA PRAIA DO VAU

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Começo a ficar saturado dos "senadores" de cabelos brancos que nem admitem que também foram parte do desvario que nos trouxe até aqui.
José Manuel Fernandes

Há duas coisas na vida 
A que um homem nunca foge: 
Um amor grande e profundo 
E ainda não disse nada "hóje".
Autor desconhecido, ausente em parte incerta


Esta manhã, viajava eu de carro  e, de supetão, alguém diz na rádio que o Dr. Soares havia vertido ideias no "Diário de Notícias" de "hóje"foi-se-me a tranquilidade, ansioso por devorar tal alimento. Não descansei, está bom de ver, até chegar àquele pão. E pergunto que acontecerá à Pátria, se um dia o Dr. Soares deixa de a iluminar, como fez "hóje".
Pois, "o Governo está moribundo e ninguém o toma a sério", é a primeira revelação soarina. E mais! “Aproxima-se o momento em que Cavaco Silva não pode continuar a fazer discursos vazios e será obrigado a tomar decisões". É verdade, digo eu igualmente! "A não ser que se demita também. Dada a crise profunda do Governo é ao Presidente que compete actuar, por muito que lhe custe”.
Sei que os leitores estão sôfregos de mais Soares, mas só quero questionar como conseguiu ele saber todas estas coisas—é um iluminado pelo Além; a pitonisa-veículo do oráculo de Apolo. Só pode!
Mas voltando à revelação de "hóje", Passos Coelho "resolveu pôr o ministro das Finanças a dizer na Assembleia, com a sua voz tão peculiar, que os impostos vão aumentar imenso e em conjunto a vida dos portugueses – com destaque para a classe média – ia piorar muito. Que falta de sensibilidade política e de vergonha” diz Soares, digo eu e, estou certo, diz o leitor tambémjá somos três a dizer, mas há mais seguramente!
Coelho devia, pelo menos, dizer ao ministro das Finanças que não usasse a sua voz tão peculiar, cuja, só por si, tem efeito imediato na receita fiscal e no índice PSI 20. "É uma 
falta de sensibilidade  política e de vergonha", afirma Soares e estou com ele, especialmente porque, em matéria de vergonha, Soares é um farol num planeta sem ela.
Não posso repetir tudo quanto Soares transmite que, embora prosa curta na escala métrica, tem massa de buraco negro, capaz de engolir tudo quanto se aproxime, mesmo o pensamentosó lendo cada um por si. Mas volto ao que já referi: que farão os que ficam, quando Soares partir? Será como desligar o interruptor geral, o eclipse solar, a nascente que seca, o poço de "hidrocarburante" que esgota. As minhas preces vão para quem pode prolongar-lhe a existência, pelo menos, até à idade de Matusalém. Ou mais!
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