Começo a ficar saturado dos "senadores" de cabelos brancos que nem admitem que também foram parte do desvario que nos trouxe até aqui.
José Manuel Fernandes
Há duas coisas na vida
A que um homem nunca foge:
Um amor grande e profundo
E ainda não disse nada "hóje".
Autor desconhecido, ausente em parte incerta
A que um homem nunca foge:
Um amor grande e profundo
E ainda não disse nada "hóje".
Autor desconhecido, ausente em parte incerta
Esta manhã, viajava eu de carro e, de supetão, alguém diz na rádio que o Dr. Soares havia vertido ideias no "Diário de Notícias" de "hóje"—foi-se-me a tranquilidade, ansioso por devorar tal alimento. Não descansei, está bom de ver, até chegar àquele pão. E pergunto que acontecerá à Pátria, se um dia o Dr. Soares deixa de a iluminar, como fez "hóje".
Pois, "o
Governo está moribundo e ninguém o toma a sério", é a primeira revelação
soarina. E mais! “Aproxima-se o momento em que Cavaco Silva não pode continuar
a fazer discursos vazios e será obrigado a tomar decisões". É verdade,
digo eu igualmente! "A não ser que se demita também. Dada a crise profunda
do Governo é ao Presidente que compete actuar, por muito que lhe custe”.
Sei que os leitores estão sôfregos de mais Soares, mas só
quero questionar como conseguiu ele saber todas estas coisas—é
um iluminado pelo Além; a pitonisa-veículo do oráculo de Apolo. Só pode!
Coelho devia, pelo menos, dizer ao ministro das Finanças
que não usasse a sua voz tão peculiar, cuja, só por si, tem efeito imediato na
receita fiscal e no índice PSI 20. "É uma
falta de sensibilidade política e de vergonha", afirma Soares e estou com ele, especialmente porque, em matéria de vergonha, Soares é um farol num planeta sem ela.
falta de sensibilidade política e de vergonha", afirma Soares e estou com ele, especialmente porque, em matéria de vergonha, Soares é um farol num planeta sem ela.
Não posso repetir tudo quanto Soares transmite que, embora prosa
curta na escala métrica, tem massa de buraco negro, capaz de engolir tudo quanto
se aproxime, mesmo o pensamento—só lendo cada um por si. Mas volto ao
que já referi: que farão os que ficam, quando Soares partir? Será como
desligar o interruptor geral, o eclipse solar, a nascente que
seca, o poço de "hidrocarburante" que esgota. As minhas preces vão
para quem pode prolongar-lhe a existência, pelo menos, até à idade de Matusalém. Ou mais!
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