terça-feira, 9 de outubro de 2012

PRENDER OU NÃO PRENDER

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Winston Churchill dizia que o tratamento do crime e dos criminosos é um dos mais infalíveis métodos de avaliar o estado de civilização dum país.
Sabia o leitor que a prisão é uma invenção moderna da sociedade, com poucos séculos de idade? Na Inglaterra, os condenados por crimes eram frequentemente multados, por vezes chicoteados, até marcados com ferro em brasa (T para ladrões—thives—e V para vagabundos—vagrants); podiam ser humilhados, expostos em pelourinhos ou presos pelas orelhas em lugares públicos; e a forca funcionava com ligeireza podendo-se ser pendurado pelo pescoço por ter roubado qualquer valor ridículo—por isso Vieira fala, aqui em baixo, da forca para ladrões.
As prisões modernas terão surgido como reacção a estas práticas e assumiram a forma de modernas penitenciárias nos Estados Unidos, no início do Século XIX. Posteriormente, viriam a degradar-se pela pletora de internados, a maior concentração de prisioneiros do mundo—com 5% da população do planeta, os EU têm 25% da população prisional total, ou seja, mais de  2 milhões de almas.
Por isso, ou por outra razão que desconheço, surgiu naquele País o movimento auto-intitulado abolicionista, numa tentativa de conotação com os oponentes da escravatura, que põe em causa a prisão como forma de reprimir o crime. A tese é que a ideia de fazer o criminoso sofrer pelo crime cometido tem raízes na prática da vingança sanguinária das sociedades primitivas. De que modo o sofrimento infringido ao criminoso compensa o crime não é claro, dizem—exceptuando a satisfação de vingança que traz às suas vítimas e à sociedade.
Sou muito primário para sentimentos tão nobres, confesso. Sei que a sociedade tem o direito de se defender. A partir daí não tenho a certeza até onde pode ir, embora estremeça com a impunidade, ou a pena simbólica para o delinquente, especialmente o violento. Talvez porque vivo em Portugal e me escandalize diariamente com tal espectáculo.
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TO JEIL OR NOTE TO JEIL TATE IZE TE QUESTIÃO!
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