segunda-feira, 10 de março de 2014

NUNCA É DEMAIS DIZÊ-LO

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[...] Um Estado de direito não pode assentar em normas imorais. Três exemplos retirados do molhe. Depois de ter dirigido o governo do país de uma forma desastrosa, e com diversos problemas pessoais, que sempre deixam má memória, desde a licenciatura, a projectos duvidosos, José Sócrates tem lugar como comentador político na TV do Estado, sem que alguma vez, anteriormente, tenha exercido cargo idêntico. É legal mas é incorrecto.
Paulo Portas, que cria um problema insolúvel com a significação dos vocábulos, quando toma a decisão irrevogável de se demitir do Governo e não o faz, nem cora de vergonha.
Passos Coelho passa uma esponja sobre o passado académico de Miguel Relvas e volta a colocá-lo na ribalta da política partidária, como se isso fosse a coisa mais natural e o povo sofresse de amnésia.
É verdade que não há dinheiro, mas mais que o dinheiro, o que faz mais falta é o decoro.

Joaquim Carreira Tapadinhas in "Público" (Cartas à Directora)
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2 comentários:

  1. Obrigado por considerarem o meu artigo, retirado do jornal Público, digno de ser inserido neste blogue.

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  2. Seja bem-vindo a bordo. O "blog" é que agradece tudo quanto é pensamento pertinente e sensato. Esperemos que dê fruto.

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