sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O GUINCHO NACIONAL

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O Eva Restaurant, uma manjedoura fina de 40 lugares perto de Los Angeles, teve a feliz ideia de anunciar nas ementas que os clientes beneficiam de desconto de 5% se desligarem os telemóveis e os entregarem à guarda de uma assistente que os devolve depois do repasto pago.
Acho óptimo, mas há uma coisa ainda melhor para assegurar a tranquilidade dos comensais, pelo menos nas manjedouras nacionaisa instalação dum recanto insonorizado, onde uma diligente assistente dê a papa às crianças que guincham e são quase todas em Portugal. Não sou nenhum Marco Polo, mas já estive em muitos sítios e nunca visitei pátria alguma onde os petizes guinchassem com a perfeição dos portugueses perante a total indiferença dos paissomos os campeões do mundo do guincho infantil.
Frequento um desses lugares, onde o neto do proprietário dava regularmente concerto aos domingos, perante a indiferença da mãe e a passividade do pai. Até ao dia em que o número de clientes a anunciar que nunca mais lá iam ouvir guinchos e comer polvo à lagareiro, se tornou preocupante. Aí, acabaram os guinchos porque a criança sumiuprovavelmente, foi guinchar para casa de alguns avós que, por serem menos modernos, já terão dado uns "caldos" no petiz a fim de lhe acalmar os nervos.
É que há normas de psicologia infantil que só os antigos conhecem; e muita coisa anda mal neste mundo porque as novas gerações de educadores não as conhecem. Aliás, a questão em Portugal não se põe só com o guincho infantil. Infelizmente, é com muitas outras coisas que vêm do berçoe o resultado está à vista. Faltam psicólogos infantis que não sejam de escolas tipo escola pedagógica da Ana Benavente. Tal e qual!
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