domingo, 21 de outubro de 2012

PAÍS QUE FAZ UMA MURALHA . . .

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Em 1972, Kissinger perguntou a Chu En-Lai, Primeiro-Ministro da China, o que pensava sobre a Revolução Francesa. Chu disse-lhe que ainda era muito cedo para falar disso. Com esta citação, Martin Jacques, economista dedicado ao estudo do fenómeno chinês, pretende exemplificar como o pensamento é diferente naquele País e porque a sua carreira para se transformar em super-potência não  vai ser a que se imagina.
A China nunca colonizou nenhum país, como a Europa, por exemplo. Nunca usou a força militar para se impor aos vizinhos. É suficientemente grande para ser absorvida pela tarefa de gerir sua própria existência. Não é sua vocação, segundo Martin Jacques, impor-se violentamentefá-lo pelo domínio económico e cultural, pois acredita ter uma cultura muito superior à do resto do mundo, em que tem orgulho. Nunca será uma super-potência do tipo Estados Unidos, cheia de porta-aviões, multidões de marines, drones e toda essa cangalhada. Devagar e com cabeça vai longe sem isso.
Sabe que leva tempo, mas tem paciência para esperar. Tal como não quer pronunciar-se "precipitadamente" opinando sobre a Revolução Francesa, também acha que isso de super-potência tem tempo. Já era um grande país quando Estados Unidos e nações da Europa estavam no cu dos franceses e haviam de estar muito tempo e vai continuar a ser.
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