segunda-feira, 24 de março de 2014

O TEMPO PROFUNDO E O FUTURO DE PORTUGAL

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A vida na Terra começou há qualquer coisa como 4 mil milhões de anos, ou próximo disso. Evoluiu depois, como se sabe: muito simples ao princípio, com células procariotas, chegou à beleza que nós somos, ou julgamos ser. Digo isto porque, quando se lêem textos sobre a vida, quase sempre fica no ar a ideia que representamos o fim da evolução; isto é, a natureza batalhou, batalhou, e só parou quando chegou a nós: ganda Homo sapiens! Presunção e água benta, cada um toma a que quer.
Se pensarmos minimamente, de preferência um nadinha melhor que o Zezito, também conhecido por José Sócrates (uma das obras-primas da tal evolução), percebemos que o Sistema Solar actual está a meio da vida e ainda há muitos anos para palmilhar. Não está escrito em sítio nenhum que a evolução parou—todos os dias ela acontece com bactérias, por exemplo. Se em perto de 4 mil milhões de anos se foi da célula procariota até ao Zezito, noutro tanto tempo, em especial porque já não há as dificuldades iniciais de criar a primeira célula a partir do pó das estrelas, é bem expectável que a evolução faça coisas muito mais extraordinárias que até ao momento. Refira-se—a título de exemplo—seres humanos com duas cabeças para governar Portugal. Não devem chegar só duas, mas talvez se chegue às quatro ou cinco. Nessa altura, acabará de vez a Contribuição Extraordinária de Solidariedade—espera-se—e talvez as PPP de João Cravinho.
Chama-se a esta visão o tempo profundo, o futuro longínquo, a esperança do indígena da terra onde o mar se acaba, o mar começa e Febo repousa no oceano. O próprio Darwin—que não teve o privilégio de conhecer o Zezito—dizia que nenhum ser vivo preservaria as suas características no futuro distante. E acrescentava ser do senso comum que isso ocorrerá mais depressa a partir do tempo actual porque a pressão do ambiente é agora maior.
A espécie humana não é o fim, mas um meio—espécie nascida cedo na evolução cósmica, passo transitório para formas superiores da vida, de que os políticos lusitanos são os protótipos. Daqui a 4 mil milhões de anos, estupidamente, acaba tudo; exactamente quando estarão a surgir os primeiros políticos capazes de controlar a dívida deixada pelos socialistas.

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