terça-feira, 25 de março de 2014

SOMOS HABITANTES DO PLANETA AZUL !

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Copérnico deu o pontapé de saída a uma ideia comum actualmente: quanto mais sabemos do universo, menos importantes nos sentimos. De um planeta que ocupava o centro do mundo, passamos a um planeta insignificante e periférico de uma galáxia que representa quase nada, a gravitar em volta de uma estrela de segunda ou terceira categoria. Deixámos de ser a razão do universo dos antropocentristas, para sermos apenas mais um um fenómeno entre outros.
A verdade é que há aqui vida e, embora procurada metodicamente pela mais sofisticada tecnologia moderna, não há indicadores de que ela seja possível nas paragens investigadas. Encontramos exoplanetas a gravitar em volta de estrelas parecidas com o Sol, mas nenhum deles mora em áreas compatíveis com vida como a conhecemos, por falta de condições adequadas, nomeadamente a existência de água no estado líquido—ou há vapor, ou gelo, o que não serve para" fabricar" seres vivos.
Mas mesmo dando de barato que existe vida num canto qualquer, há grande diferença entre vida tout court e vida inteligente, como é a nossa, embora às vezes não pareça. Vida inteligente envolve capacidade de transformar matéria em objectos úteis, capazes de desempenhar funções que nos servem, sejam eles um martelo, um radar, um computador, um foguetão, um satélite artificial. E não é certo que o difícil é nascer a vida, porque depois é só esperar até vir a inteligência, aptidão inevitável na evolução dos seres vivos. A evolução pode estar na fase da minhoca, do caracol, da jibóia, ou do cão e nunca chegar ao ser inteligente.
Na verdade, quando se olha para a Terra, tem de se concluir tratar-se de um fenómeno especial: tem a atmosfera estável, protectora e rica em oxigénio há milhões de séculos; a inclinação do eixo estabilizada pela presença de um volumoso e único satélite; a camada de ozono capaz de filtrar radiações que nos matariam a todos; o campo magnético a defender-nos da radiação cósmica; uma estrela estável a iluminá-la e aquecê-la e pouco dada a soprar fortes ventos de plasma;  placas tectónicas e rebabá.
E se há outra vida inteligente, é quase seguro que está a distância não alcançável. Em termos práticos, é como se não existisse, circunstância que faz de nós únicos, com uma centralidade muito mais significativa que todas as outras, nomeadamente a inspirada pela religião da era pré-Copérnico. Indiscutivelmente, somos únicos e disso nos devemos orgulhar e com isso nos devemos congratular!
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