quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O HOLLANDE LUSITANO

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António José Seguro era um nabo? 
Sim—António José Seguro era um nabo. Bom homem, e muito provavelmente sério, coisa extraordinária na  política lusitana, mas não dava uma para a caixa. Os associados socialistas, habituados ao foguete de lágrimas socrático, desesperavam. O politiqueiro Soares, mais as suas calinadas recorrentes, faz mais o seu género.
De repente, Costa perfila-se no horizonte socialista. “Históricos”, fósseis da ética republicana, “Ordem da Jarreteira”, chocas e capotes, espadas, chifres e derrotes, poetas, cravos e dichotes exultam e descartam Seguro─lixo. 
António Costa era o Messias há muito esperado! Costa começa por guardar de Conrado o prudente silêncio e conhece um período de graça (nacional!). Mas político calado é mau. Disso se queixavam os fósseis do Rato e Costa tem de falar. E fala. Cantou a tempo!
Hoje, ou ontem, coisa que não interessa, declarou (urbi et orbi) que Portugal está numa situação "bastante diferente" da que estava há quatro anospara melhor.
Claro que depois da calamidade chamada Sócrates acertou em cheio, o que não era difícil. Mas uma tirada assim, nem de Seguro! Agora aguarda-se o que dirá Soares da inspirada saída. Soares, que tanto insensou Costa, provavelmente entope, como fez com Hollande. Costa é o Hollande português, está mais que visto. Só não faz incursões nocturnas de lambreta por Lisboa—...que se saiba.
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