sábado, 29 de abril de 2017

HÁ FIGURAS E FIGURAS

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Hoje, 29 de Abril, é o centésimo dia de Trump na Sala Oval. Para muitos americanos, o luxo de viver numa democracia estável é o luxo de não se importarem com a política e viverem com tranquilidade. Não é isto que Trump tem para oferecer. A Presidência de Trump transformou-se numa desmoralizadora obsessão diária com a segurança global, o ambiente, a saúde, a Constituição, os direitos civis, a Justiça, a imprensa livre, a Ciência, a escola pública e a distinção entre factos e o seu oposto. O marco dos cem dias não é indicador fiável para um mandato de quatro anos, mas vale a pena lembrar que Franklin Roosevelt e Barack Obama chegaram ao poder em tempos de crise nacional e tiveram disciplina, preparação e rigor para iniciar novo ciclo. Trump, nas mesmas condições, deita fogo à integridade do gabinete. [...]

Assim começa um artigo de David Remmick no "The New Yorker" que vale a pena ler pela objectividade  e isenção do texto. 

E, bastante mais à frente — o artigo é longo — continua:

[...] Em 1814, John Adams citava Aristóteles quando dizia que a democracia descai inevitavelmente para a anarquia. "Lembremos que a democracia nunca dura muito", escrevia ele a John Taylor, senador da Virginia em 1814. "Rapidamente se esgota e mata a si própria. Nunca houve uma democracia que não tenha cometido suicídio". Como Presidente, Donald Trump, com a sua xenofobia e visão política tacanha, ameaça transformar-se na mais clara prova da profecia de Adams. [...]

Não posso traduzir toda a peça porque, um dia, sou preso por isso. Mas pode lê-la clicando na figura de urso aqui em cima — vale a pena.
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Em tempo: a figura de urso é a de baixo!
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