terça-feira, 20 de dezembro de 2011

UM CASO TÍPICO DE INSENSATEZ

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Marinho Pinto é, claramente, um caso de gosto pela ribalta, onde se mantém através do uso de verborreia caudalosa e popularucha. Usa a ribalta para acertar contas antigas relativas a coisas não resolvidas a seu contento, atravessadas na garganta de forma incómoda. A quase totalidade do discurso, seja como jornalista, seja como Presidente da Ordem dos Advogados, resume-se à destilação de fel e vinagre. Os juízes eram os principais alvos até há uns meses, mas deram lugar agora à Ministra da Justiça, objecto de virulentos ataques que, insuportavelmente para ele, a Senhora ignora olimpicamente.
Hoje, escreve no “Jornal de Notícias”: 
É certo que mais cedo ou mais tarde o chefe do governo acabará por reconhecer a insensatez de ter nomeado para ministra da justiça uma advogada politicamente instável, proveniente de uma das grandes sociedades de advogados de Lisboa, aparentemente, mais interessada em beneficiar amigos e familiares e em ajustar contas com quem a derrotou democraticamente dentro da OA do que em resolver com seriedade os problemas da justiça. Só que, até lá, ela lá vai continuar com a sua actuação errática, inebriada pela bajulação do seu séquito de boys/cortesãos e deslumbrada com as sucessivas manchetes que origina nos tablóides lisboetas.
É uma peça tipicamente ilustrativa do estilo do Senhor.  É possível, como Marinho Pinto diz, que o chefe do governo venha a reconhecer a insensatez de ter nomeado a actual Ministra da Justiça, porque o chefe do governo, no curto período em que exerceu funções, já deu mostras de ser capaz de reconhecer erros e actos insensatos. Mas uma certeza eu tenho: jamais o advogado Marinho Pinto reconhecerá a insensatez de escrever coisas como a que acabo de transcrever.
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