quarta-feira, 16 de maio de 2012

AS ESTRELAS TAMBÉM MORREM

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As estrelas também morrem, mas não como as árvores, que morrem pacificamente e de pé. As estrela morrem violentamente, com enorme espalhafato. Quando o combustível do núcleo termina, não há mais fusões nucleares, a temperatura cai a pique e o núcleo da estrela contrai-se e colapsa, desligando-se da “casca”. Esta desfaz-se e só não vai pelos ares porque não há ali ar, mas vai pelo espaço celeste a 30 mil km por segundo, 1/10 da velocidade da luz, chocando com tudo que encontra no caminho. Com o colapso do núcleo liberta-se um despautério de energia de todo o tipo e o brilho da estrela moribunda, qual canto do cisne, aumenta em flecha, chegando a sobrepor-se ao brilho de toda a galáxia onde está situada. É isso que se chama supernova, não percebo porquê, porque se trata afinal do fim da estrela, que se apaga em semanas ou meses. O resultado é variável, dependendo da dimensão da estrela e outras coisas complicadas, mas geralmente acaba tudo num buraco negro, corpo com massa imensa e força gravitacional correspondente, que impede tudo de fugir dele, incluindo a luz. O que lá cai fica prisioneiro, deixa de se ver e daí o nome.
Na nossa galáxia - Via Láctea - tem havido pouco fogo de artifício desse ultimamente. A última vez que se viu foi em 1604, com a estrela Kepler. Mas por esse espaço fora, vão aparecendo supernovae,  plural de supernova. Em Novembro de 2010, descobriu-se uma supernova na Galáxia UGC 5189A, a 160 milhões de anos/luz de distância, que foi baptizada de SN 2010jl. Está aí em cima na imagem, indicada pela seta. Nas primeiras observações, a radiação – particularmente RX - não era muito intensa porque absorvida pelo “casulo” de gás da estrela. Mas no ano seguinte, 2011, já tinha ultrapassado o dito gás, aquecido até perto de 100 milhões de graus Celsius, e era detectável pelos astrónomos, como se vê na imagem.
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