sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A AURORA DA FARMACOLOGIA

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Durante a Idade Média, os alquimistas da Europa dedicavam-se em particular a investigar como transformar metais banais em ouro. Mas para muitos a actividade não se esgotava nisso. Alguns trabalhavam também como médicos e farmacêuticos, preparando remédios por destilação e metalurgia.
A imagem em cima, um quadro do Século XVIII do artista austríaco Christoph  Janneck, mostra um deles a examinar a urina de uma doente—ao seu lado—enquanto o ajudante cuida de manter acesa a chama de um destilador, no meio de almofarizes, apontamentos, livros e outras cangalhadas.
Os exames de urina eram os mais frequentemente praticados e consistiam em observar a cor, o cheiro, o sedimento e até o gosto do líquido. Feito o diagnóstico, o doente era mandado em paz, acompanhado de um remédio fabricado pelo alquimista. Muitos resistiam à cura e alguns até melhoravam (apesar do tratamento), coisa que ainda acontece na Medicina moderna.
No Século XVII, as artes plásticas conheceram época áurea na Europa, com o estabelecimento de nova e rica classe média. Os quadros relacionados com a alquimia, como o reproduzido, eram muito populares e vendiam-se bem. Por isso, aqui fica uma sugestão para os artistas actuais que podem pintar cenas dos serviços de urgência, dos blocos operatórios, das unidades de cuidados intensivos e por aí fora. Considerando a audiência das séries televisivas sobre médicos e hospitais, é de prever que façam boas vendas, especialmente com os serviços de urgência.
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