terça-feira, 23 de setembro de 2014

HISTÓRIA SEM NOME DE UM HOMEM SEM MEMÓRIA


Passos Coelho não estava bem em exclusividade como deputado da Nação, mas estava um bocadinho, quase nada, razão porque recebeu uns dinheiritos devidos àquela qualidade e também porque não tinha a noção de que estava a violar a lei, caso contrário até teria declarado ao fisco rendimentos auferidos na Tecnoforma, de que entretanto se esqueceu, motivo porque lhe é impossível esclarecer hoje o sucedido sem auxílio da Assembleia  e da Procuradoria Geral, ambas da República, e um caçador tinha um cão e a mãe do caçador era também o pai do cão. Aí está o que se passou. Não está claro? 
Este janota ficou e ficará na minha memória até o pós Juízo Final—meu e dele—sob a forma de um peralta a declarar, urbi et orbi, que os pensionista descontaram para ter reformas, "mas não aquelas reformas". Tal e qual.
O que intriga é ele lembrar-se de quanto descontaram os pensionistas e não recordar se recebeu dinheirinho indevidamente da Assembleia da República, se auferiu alguma coisa na Tecnoforma nessa época, e se sim ou não declarou tais rendimentos ao fisco. O caso é claramente de amnésia selectiva o que preocupa os portugueses, zelosos com a saúde dos seus timoneiros. Impõe-se com urgência uma consulta de Neurologia. A terapêutica incluirá medidas dependentes da causa, mas em qualquer caso passa sempre por uma corrida em pêlo. Ai passa, passa.
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