segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ÀS APALPADELAS



Árctico: a extensão do gelo em 17 de Setembro de 2014. A linha amarela mostra o contorno do gelo em Setembro de 1981.


Antárctica: a linha amarela marca a extensão média em Setembro deste ano
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A temperatura da Terra está a aumentar, dizem. O gelo do Oceano Árctico está a diminuir—é um facto. Paradoxalmente, o gelo do Continente Antárctico está a crescer. Desde que há registos de satélite, nunca a área de gelo foi tão grande ali como agora: 20 milhões de quilómetros quadrados. E agora? Agora, mijar na mão e deitar fora.
Porquê, isto? Há várias hipóteses, o que acontece sempre que não se percebe uma coisa. Em primeiro lugar, o Árctico é um oceano gelado rodeado de continentes, enquanto a Antárctica é um continente coberto de gelo rodeado de oceanos. E daí? Daí, não explica grande coisa, mas é capaz de ter influência. A água mais quente ao banhar as línguas de gelo que de terra entram no mar derrete-as. O fenómeno diminui a concentração do sal—que são lágrimas de Portugal. E, com a chegada de água doce do gelo, sobe a temperatura de congelação, ou seja, favorece-a. Assim, forma-se novo gelo. A explicação é bonita mas talvez seja uma burrice.
Por outro lado, diz-se que no Polo Sul, onde o "buraco" do ozono é maior, os ventos mudaram e arrefeceram o ambiente. Será? Ninguém sabe ao certo. O que se sabe é que não se sabe grande coisa. E que as teorias do aquecimento global continuam coxas. Não estou a dizer erradas—só coxas, o que é um grande handicap.
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