segunda-feira, 22 de setembro de 2014

JORNALISMO ENVIESADO

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Faz hoje quatro dias que a jornalista Fernanda Câncio publicou uma crónica no DN sobre a condenação da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Câncio não se poupa a esforços para demonstrar, com argumentação "elaborada",  que a Justiça em Portugal cavalga o que chama uma "onda do momento". Resumindo, Câncio acha que os políticos estão a ser perseguidos e isso vai-se tornando uma moda perigosa, segundo ela.
Estou de acordo com a jornalista apenas sobre o facto de que se trata de moda perigosa. Perigosa para os políticos, acrescente-se. Ou Câncio acha que a contratação de Pedroso pela agora condenada foi um acto de gestão correcto? Naturalmente, tudo aquilo foi uma fífia tosca de amiguismo e compadrio, como diz a sentença. Talvez Maria de Lurdes Rodrigues tenha sido "embrulhada", mas a ministra era ela e, consequentemente, a responsável.
Há em Câncio um viés avinagrado contra tudo que belisque o Partido Socialista. Não se lhe vislumbra preocupação semelhante quando é a direita que está em causa. Câncio é parcial e jornalismo assim é papel sujo. Além do mais, a parcialidade e o viés de Câncio crescem em progressão geométrica com o aperto do cerco em volta do Zezito. É nítido.
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