terça-feira, 30 de setembro de 2014

CONVERSA DE HORAS MORTAS

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Para os filósofos pré-socráticos o mundo era feito de água, terra, ar e fogo. Demócrito falou pela primeira vez em átomo, o que significa coisa indivisível, sem imaginar que o átomo não era o fim do caminho. Muito mais tarde, falava-se em electrões e os átomos seriam apenas grupos de electrões a flutuar em pequenos mares de cargas eléctricas positivas.
Em 1909, Ernest Rutherford, Hans Geiger e Ernest Marsden bombardearam uma finíssima lâmina de ouro com partículas provenientes de um bocado de rádio e, com grande surpresa, constataram que algumas das partículas faziam ricochete e voltavam para trás. Afinal, os átomos não eram tão diáfonos e permeáveis como se imaginava.
Rutherford teorizou que havia mais massa nos átomos, capaz de impedir a passagem das partículas que chocavam com ela, provavelmente localizada em núcleos. Só  mais tarde o físico dinamarquês Niels Bohr formulou o modelo muito próximo do admitido actualmente, com partículas no núcleo à volta do qual gravitam os electrões.
Por volta de 1926, chegou-se a acordo sofrível sobre a teoria matemática do átomo─sofrível o acordo, não a teoria─chamada mecânica quântica, confirmada em pouco anos e com implicações para a Química, a espectroscopia e para a Física Nuclear.
Mas não há consenso sobre muitas coisas ainda. Admitem-se teorias provisórias não comprovadas experimentalmente. O próprio bosão de Higgs, tão festejado recentemente, não é a evidência indiscutível. Há apenas uma certeza: na mecânica quântica não há nenhuma certeza. Pelo menos nos detalhes.
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