sábado, 20 de setembro de 2014

CAMINHAMOS PARA LÁ

.

Leio que Marques Mendes falou hoje do julgamento e condenação de Maria de Lurdes Rodrigues. Para ser franco, a senhora parece tão choninhas que até faz pena vê-la julgada e condenada. Mas quem vê caras não vê corações e houve ali cambalacho, ou rabo escondido com o gato de fora.
Segundo Mendes, "Esta questão das penas pesadas é uma tendência nova da justiça. A justiça começa a ser igual para todos, há crimes que há uns anos eram tolerados e agora já não. Parece que está a acompanhar o sentimento da sociedade e isso dá credibilidade à justiça e à democracia."
Acho que Mendes tem razão. Ao contrário do que acontece em países como os Estados Unidos, Inglaterra, França e por aí fora, em Portugal tem havido algum temor em meter os políticos na ordem, fazendo a Justiça vista grossa. Tal tem criado alguma displicência que acaba em facilitismos de compadrio. À escala governamental, o eventual crime de Maria de Lurdes Rodrigues é coisa quase de pilha-galinhas. É o favorzinho ao irmão do correligionário, ao sócio do companheiro, ao padrinho do afilhado, ou uma trampa assim; mas é crime, e de pequenino é que se torce o pepino. A condenação tem efeito dissuasor. Quando se apanham cinco anos por causa de umas cunhas e uns "robalos" e três e meio por dar um emprego chorudo, espera aí que isto agora fia mais fino.
É urgente que a Justiça mantenha os políticos com o rabo entre as pernas. Caso contrário, qualquer dia estamos no Botsuana—já não falta muito.
.

Sem comentários:

Publicar um comentário