domingo, 28 de setembro de 2014

DE TORQUEMADA A FRANCISCO

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Hoje, Frei Bento Domingues escreve no "Público", como habitualmente aos domingos. Começa assim:

Aconselharam-me a ter cuidado com o modo como são abordadas as problemáticas levantadas pelo Sínodo sobre a Família, pois a Igreja não pode dar a imagem de que tanto abençoa casamentos como divórcios ou recasamentos. [...]

O escrito sugere que Frei Bento Domingues estará sob a mira de alguém; eventualmente, um censor hierárquico, o que não admira—o teólogo, parece-nos, não acerta o passo com a marcha tradicional da Igreja.
Logo a seguir, acrescenta:

[...] As religiões são expressões públicas e sociais da fé. O legalismo e o ritualismo tendem a envenenar a sua vida concreta. Chegam a querer substituir-se à liberdade de Deus e à consciência humana. A lei e o ritual pretendem traçar o caminho a Deus e aos seres humanos: ou passam por ali ou não passam. [...]

Depois disserta sobre o tema, não sem deixar de citar S. Tomás de Aquino quando escrevia: A misericórdia efectiva é o que de melhor podemos dizer de Deus.

Falo nisto porque parece assistir-se actualmente  à revisão de muitas posições oficiais da Igreja Católica, progresso louvável tendo em conta a importância sociológica que tem em muitas comunidades. Longe vai o tempo da Inquisição e das Cruzadas, felizmente hoje amaldiçoadas. Já não há nada que se pareça com isso, mas ainda há muitas arestas a limar; eventualmente, alguma pedra a partir também.
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