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O Instituto Nacional de Defesa promoveu um
debate sobre a separação dos
poderes legislativo, executivo e judicial no Portugal do Século XXI. Participaram grandes crânios
da Lusitana Nação, entre os quais o incontornável e inevitável Nóvoa que
perorou assim: "Em tempo de crise, é preciso pensar e agir fora de
caixinhas formais". E mais disse: "A alteração do papel destinado ao Presidente da
República justifica-se ainda face à existência de uma crise de
representação, que exige uma
reflexão sem nos fecharmos numa caixa de pensamento clássico".
Fica-se banzado com as afirmações. Se há alguém dado a caixinhas,
formais, informais e outras que tais, é ele mesmo. Quem conhece coisa mais
caprichada que as caixinhas retóricas de Nóvoa? Caixinhas que esqueceu de
encher de esferovite para não se perceber que estão vazias.
Um dos problemas filosóficos insolúveis é o da
natureza do nada. Suspeita-se mesmo que não existe. Afinal a suspeita é infundada:
para a desmentir, aí está Nóvoa, a incarnação do dito. Parmenides dizia ser
impossível falar do nada porque isso viola o próprio princípio do que é. Mas Parmenides
estava equivocado: Nóvoa é o nada e não há dia em que não se fale dele..

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