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A Grécia tem de pagar amanhã 458 milhões de euros ao FMI.
Tem dinheiro para tal. Mas, 5 dias depois, a 14, precisa de 1,7 mil milhões
para pagar a funcionários públicos e pensionistas. Aí a porca começa a torcer o
rabo. Em 17, ainda de Abril, o Banco Central Europeu tem de receber 194 milhões
de juros. Depois, rebabá (ver o gráfico)—um sufoco!
Tsipras começa a ter dificuldade em adormecer e fazer a
digestão. Foi a Moscovo e falou com Putin. O Czar vermelho gostou muito de o ver
porque a renovação das sanções económicas da UE à Rússia vão precisar brevemente
do apoio da Grécia; mas lamenta não poder fazer muito porque está falido com as
ditas sanções mais o petróleo a 60 dólares—Putin é o Nicolás Maduro do Leste.
Que sim, vamos discutir a cooperação em vários sectores
da economia, incluindo a possibilidade de desenvolver grandes projectos no
sector energético, talvez o gasogénio, blá, blá, blá; mas de dinheiro nem
falaram, dizem.
Aliás, Tsipras faz questão de esclarecer que a Grécia não
é uma nação de pedintes. Na Europa, os gregos não pedem: fazem como o Zezito—quando
têm "falta de liquidez", exigem aos amigos um bocadinho daquilo de
que gostam muito e tudo se compõe. Ou antes, não compõe porque a Merkel não sabe que Tsipras é o representante da terra onde nasceram a democracia e Sócrates
(não é esse!) e onde um pato bravo fez o Parthenon
há muitos anos, ainda ela não era nascida—uma inculta que não lê as crónicas do
Dr. Soares!
Mas tenho fé de que tudo vai acabar em bem. Tsipras consegue
sair de Moscovo antes de Putin lhe pedir um empréstimo e o helénico Primeiro-Ministro
vai ser bem sucedido se recorrer ao chineses que seguramente lhe dão o dinheiro
que precisa a troco de facilidades para instalar uma megaloja de quinquilharia na
praça Syntagma. Vão ver que sim.
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